sexta-feira, 27 de abril de 2012

todo futebol tem seu fim


e o barcelona de pep guardiola chegou ao fim. o time mais fantástico e brilhante que eu já vi jogar. 13 títulos em 18 disputados. 

e a capacidade de sentir que chegou a hora de buscar outros caminhos:
"Lamento profundamente ter perdido a energia necessária para continuar. Minha cabeça sabia que era o último ano."
eu também lamento.

claro que é fácil treinar um time com o barcelona. tão fácil quanto afastar jogadores como ronaldinho gaúcho e eto'o e deco e etc. saber o momento em que um gênio se torna decadente é para poucos. 

mas tenho um fio de esperança de que o futebol aprenderá com o que este treinador e este time fizeram. pouco me importa qual será o próximo time a jogar o futebol mais bonito do mundo. se continuará a ser o barça ou não. só quero que exista um tão dominador e corajoso quanto este barcelona, que há quatro anos não sabe o que é ter menos posse de bola do que o time adversário. que faz potências mundiais como real madrid e chelsea e manchester jogarem com os onze no próprio campo de defesa. que se impõe pelo toque de bola. 

o resultado é consequência.
que bom que não ganhou os 18 torneios esse time. 
teria gente se suicidando com isso.

ítalo.

domingo, 22 de abril de 2012

fálico


hora de finais é a exaltação do torcedor. não existe memória. existe o presente. acho lindo isso. sem ironia.

e acompanhar tantos jogos ao mesmo tempo me fez perceber o quanto o esporte - que tem como maior público o sexo masculino - é fálico.

não há jogo sem que se ouça ou se leia: CHUPA!

parece-me que há muito mais prazer no futebol do que desconfia nossa vã filosofia.

ítalo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

só aqui em catarina


que um time vence os dois turnos da bosta do estadual e ainda'ssim tem que disputar jogos finais pra daí, sim, ser conhecido o campeão.

depois dizem que o futebol continua interessante.

ítalo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"estou longe, longe,

estou em outra estação".

canta o renato russo no último disco da banda, lançado postumamente, chamado "uma outra estação".

sou eu. em relação ao futebol.

não mais sinto emoção ao ver o meu time vencer um clássico com um gol de pênalti no último minuto.
não mais sinto tristeza ao ver meu time ser eliminado na primeira fase da libertadores com um gol - em outro jogo - no último minuto.
não tou nem aí se tomaram o empate depois de estarem ganhando por três a zero, há algumas semanas.
e pouco me importo se algum outro clube nacional esteja bem em alguma competição.
e cheguei ao ponto de torcer contra, porque quero ver a casa cair e o circo pegar fogo. 

futebol sem paixão não é futebol.

e, do jeito que ele está, não me serve mais para nada. nenheu para ele. 
o meu caminho está no não-torcer. 
é preciso começar do zero.

tou pronto.

ítalo.