quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

gozação rapidinha


gozação é assim, tem que ser rapidinha, senão perde a graça e o time.

a bonita do vídeo aí tocou e cantou uma paródia zoando o vasco pelo vice da guanabara. ficou legal, bem ritmada, afinada, astral bom. curti. (parêntese rápido para defender essas músicas que ficam na moda. elas servem muito para torcidas de futebol. muito. elas tornam o jogo mais divertido. talvez a única coisa que dê graça no futebol ainda sejam as paródias. e elas quase só são possíveis com essas músicas-momentâneas).

mas eu fiquei pensando em como não faz muito sentido ela zoar um time que chegou à final eliminando o time pelo qual ela torce.

e daí pensei: e desde quando o futebol faz sentido? e desde quando o futebol é algo lógico?

isso explica porque um torcedor ridiculariza um outro torcedor por ter sido vice. é o famoso bordão "gozar com o pau dos outros é bem mais fácil". 

isso tudo aqui não é defesa nenhuma de que se deve valorizar o segundo colocado e blábláblá. nem uma reclamação de que as coisas são assim. até acho engraçado elas assim serem. até acho engraçado essa não-coerência de torcedor. desde que ela não passe do tempo de uma paródia. e só.

este escrito é apenas uma constatação, do quanto as coisas no futebol duram o tempo que têm que durar: noventa minutos e mais três de gozação. e muitas risadas. passou disso eu viro as costas e deixo falando sozinho.

ítalo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

a única coisa que tem me agradado no futebol é o barcelona

inclusive quando ele perde, o que mostra que até os melhores times perdem. porque isso é do futebol. o que não é do futebol é esse bando de times horrorosos sendo campeões simplesmente porque os adversários são ainda piores.
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Esmero e obsessão

Como Pep se tornou Guardiola

ALEXANDRE GONZALEZ

TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD

ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI
 
RESUMO
Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.

"Meu pai diz que preciso me reconverter. Pergunta o que quero fazer da vida. Não sei o que dizer; talvez que não vá fazer nada. Mas ele insiste, quer que eu me mexa, para não passar a imagem de preguiçoso. Mas, pai, talvez eu não faça nada mesmo da vida..."

Em 2 de agosto de 2006, Josep Guardiola deu uma de suas últimas entrevistas. Poucas semanas antes, ainda jogava no desconhecido Dorados de Sinaloa, time mexicano cujo nome soa mais como uma franquia de beisebol de segunda divisão do que como um clube de futebol profissional.

O fim de carreira do meia catalão não foi à sua altura e, em suas palavras, sua reconversão também não parece lá muito bem encaminhada. Mas, atrás do discurso depressivo, o que Guardiola não diz é que passou o verão em Madri. E que sabe exatamente para onde vai.