segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ainda essa coisa chamada futebol

O futebol continua afastado de mim. Mim continua afastado do futebol. Relação recíproca ao ponto de me permitir tal abuso com a língua portuguesa. Porque existe quase que um ódio de mim para ele. Parece o término de uma relação, em que um sentimento contrário vem substituir o que existia, com uma carga emocional cruel e bem direcionada. O detalhe é que eu sinto isso, mas o futebol não sente nada para comigo. Assim me parece.
Sou um louco pelo futebol. Só que ao contrário. Quase uma esquizofrenia às avessas.
Aquilo que não te dá alegria te dá alergia, disse-me a Lílian Alcântara, fazendo referência ao futebol, e é bem assim que tem sido. E eu cheguei a acreditar que com o começo de um ano novo eu sentiria de maneira diferente isso de acompanhar tal esporte, um desejo de voltar a me encantar como outrora, de acompanhar com entusiasmo, sentindo vitórias e derrotas como devem ser sentidas, sem a indiferença que grudou em mim para a maior parte dos jogos durante um ano todo.
Ainda converso sobre o assunto, sobre jogos que estão acontecendo, sobre as chatíssimas contratações e especulações do momento. Mas me faço de desentendido, não aprofundo discussão, não emito grandes opiniões. Abracei o senso comum futebolístico como forma de repelir. E fiz uma promessa a mim mesmo de que não assistirei a nenhum jogo que seja de algum campeonato estadual, porque sadomasoquismo tem limite – por mais que não pareça. E é claro que como em toda promessa, recaídas acontecerão.
Escrever vezemquando sobre isto é uma forma que encontrei de terapiar a respeito, já que não me convém ocupar o precioso tempo semanal de terapia falando sobre futebol – seria dar muita moral a este ser (aqui já passo a tratá-lo como um ser, olha o grau da loucura) tão capaz de nos abstrair do mundo por breves ou longos noventa minutos. É um ópio, sem dúvida. É uma droga. Passado o efeito, cai-se na podre realidade que é este negócio movido a dinheiro e a conchavos políticos e blábláblá. Até o próximo jogzzzzzzzzzzzzz.
Um dia, de repente, eu volto a sentir prazer em assistir a times dos quais gosto muito. Até lá, continuarei curtindo meu alheamento esportivo, que nada tem a ver com o momento de um time ou de outro, e sim com o momento meu e do esporte de modo geral. É muita coisa ruim para dar atenção, muita coisa repetitiva da qual me enjoei. Aí tem isso de se afastar, ficar longe mesmo, e ressignificar mais pra frente. 
(publicado aqui).
ítalo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

o futebol



quando não dá alegria, dá alergia.

sábia frase da @LilianAlcantara endereçada a mim via twitter. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

voltando


é bem nítido meu afastamento futebolístico nos últimos meses. consequentemente, também aqui no blog. 

a mim é muito natural esse encantamento e desencantamento com o futebol. nem dou importância. deixo rolar.

o ano começou e o futebol profissional só na europa por enquanto. e é de lá que vem uma luz boa para atualizar este espaço. 

a volta de henry ao arsenal. a identificação de um jogador com um clube. e um gol nessa volta. 

a vida é bem melhor do que um filme. às vezes.

ítalo.