domingo, 26 de junho de 2011

caímos


eu caí, tu caíste, ele caiu. nós caímos, vós caístes, eles caíram.

o river plate é mais um clube muito popular que apropriadamente poderá conjugar este verbo.

futebol é dor. tem jeito, não. é triste, mas é resultado. é simples, apesar de ninguém entender lhufas do mesmo.

e causa as reações mais puras em nós, humanos. o choro que vem espontâneo. a risada que vem para aliviar a alma. 

e choramos e rimos muito porque torcemos não para um time, mas para vários, sempre. a favor e contra. porque secar é torcer também.

ítalo.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

tri


eu já gostei mais do santos. desse time que nos últimos dois anos encanta muito. minha preferência era pelo time que fazia 4 e tomava 3, e não por esse que faz um e não toma. esse time muricyzado eu não curto. mas eu torci para que o santos vencesse essa libertadores. porque era talvez o único time organizado para ganhar esse campeonato. porque você dizer que peñarol ou velez são bons times é escorregar na banana. bom time por aqui não tem. simples assim. o santos é um time de bom pra razoável. o santos na verdade não é um time. o santos é neymar, ganso e mais um ou outro. porque o santos sem neymar, ganso e um ou outro não é o santos. é mais um nada nesse monte de nadas que temos acompanhado. 

merece todos os parabéns possíveis esse time. que entra para a história, claro. e que não sabemos até quando durará. porque, infelizmente, nossa cultura é a da exportação. ficar aqui não é lucro nem para os clubes, nem para os jogadores, que para cá voltam somente quando acaba o mercado para eles lá fora.

vamos curtir esse santos enquanto ele está aqui. porque daqui a pouco curtiremos mais um time muricyzado ao extremo (elano já foi vitimado pelo treinador. cadê o futebol do elano desde a chegada do homi?). sim, eu sou muito implicante com o muricy. ele é muito competente. não discordo disso. eu apenas não gosto dos times dele. só isso. é a escolha dele, jogar pra ganhar independentemente do como ou de quantos. aliás, ele não joga. ele escala onze para meter um gol e segurar o resultado. e quem sabe achar outro gol. e assim ele é o maior campeão dos últimos anos. simplesmente porque o futebol não tem lógica nenhuma.

ítalo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

twitt fora do twitter #8


muito coerente o primeiro 0x0 do campeonato ser creditado às aberrações chamadas flamengo e botafogo.

ítalo.

sábado, 18 de junho de 2011

futebol e literatura


diz o enzo, amigo meu, que é completamente alheio ao futebol:

"agora que o santos contratou o borges, parece-me que o palmeiras está interessado no cortázar".

faz algum sentido. principalmente se envolvesse corinthians e são paulo, né?, os dois briguentinhos.

ítalo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

a cruz de malta


a palavra vascaíno apresenta um hiato, tão ligado? vas-ca-í-no. quando se separam duas vogais em sílabas diferentes.

e ontem os vascaínos celebram o fim de um outro hiato. um hiato de oito anos sem comemorar nada. a coisa tava tão emocionante que nos minutos finais eu realmente desejei que não saísse o quarto gol do coritiba, porque eu me coloquei no lugar de qualquer vascaíno, e eu não suportaria tamanha dor. bem sério.

foi bonito o título. pela emoção que conteve. está linda a festa hoje, pelas ruas do rj. abomino quem desmerece conquistas e comemorações assim. todo título taí pra ser conquistado e comemorado. e parabenizado. simples assim. a rivalidade deve existir, as brincadeiras também, mas o reconhecimento, mais ainda.

fiquei feliz pelos amigos vascaínos que tenho. eu realmente não os queria amargando mais um vice, ainda mais da forma que seria.

não considero o time do vasco grande coisa. não mesmo. não considerei o jogo grande coisa. pra mim há uma confusão muito grande. empolgados pela emoção de um jogo, todo mundo passa a chamá-lo de jogão, fazendo referência a uma alta qualidade técnica. algo que não existiu nessa copa do brasil todinha. ontem foi um horror. balão pra tudo o que é lado. o coritiba parecia estar jogando aquele futebol americano, cujo objetivo é fazer a bola passar lá pelo alto. horroroso. assim como foi patética a cena de dois jogadores experientes como felipe e diego souza se escondendo de ver o restante da partida. que confiança no grupo, hein?! sinto muito, aquilo eu jamais aceito. muito falso drama. 

valeu muito, mas muito mesmo, pela emoção, pelo placar apertado até o fim. comemorem, vascaínos! é muito merecida a conquista e a festa de vocês! e me agrada ver fla (06), flu (07), vasco (11) ganhando a copa do brasil, além de fla (09) e flu (10) ganhando o brasileiro. agrada-me mesmo. é como eu digo, rivalidade pra ser boa precisa ter times competindo por títulos, não lutando pra evitar vexames.

ítalo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

me fez torcer


ronaldo foi o último jogador que me fez torcer pela seleção brasileira de futebol. foi em 2002. foi quando eu chorei ao vê-lo marcar os dois gols da final. porque ninguém mais naquele momento merecia mais do que ele aquela glória que ele levasse o brasil a alcançar. foi meu último suspiro como torcedor nacional. depois dali, acompanho a seleção da mesma forma que acompanho jogos de basquete. sem tesão algum. a mim nada mais significa. 

pouco me importa quem é o ronaldo hoje, ex-jogador. se é empresário, dono disso, agente daquilo. se é envolvido com travestis ou pai de dezoito filhos. se é flamenguista ou corinthiano. se é comprado pela globo ou amiguinho do ricardo teixeira. tô nem aí. 

o único ronaldo que me importou foi aquele que deu muitas voltas por cima numa carreira que tinha tudo para não passar do ano 2000. foi o cara que mesmo baleado e sem conseguir domar o próprio corpo ganhou tudo o que podia como jogador. o maior artilheiro de todas as copas do mundo. três vezes melhor do mundo, junto com zidane, outro gênio da bola. foi o cara que voltou ao brasil e ganhou com um pé nas costas um título nacional e um estadual por um time de massa. 

ronaldo foi o cara que, depois de tudo o que fez com a amarelinha, pediu desculpas no último jogo pelos gols que perdeu.

ronaldo, o jogador, pra mim merece todos os elogios e as babações possíveis. dos que eu vi, ninguém foi maior do que ele. por tudo o que viveu, dentro de campo, ronaldo foi inigualável.

ítalo.

domingo, 5 de junho de 2011

é o pet, é o pet, é o pet, é o pet, é o pet


bicampeão carioca, 2000, 2001.
campeão da copa dos campeões 2001
campeão brasileiro 2009

decisivo em todos eles (bem menos em 2000, primeiro ano no fla).

com gols e jogadas que pra sempre estarão eternizadas na memória de quem é flamenguista - e de quem não é também, afinal...

não me incomodo nenhum pouco com a despedida em jogo oficial. é ser muito mimimi dizer que numa possível derrota estes três pontos determinarão o campeonato. não. o flamengo perderá e empatará outras vezes no campeonato. e time-por-time não é nenhum absurdo o corinthians ganhar, tendo o fla o pet ou não. e caso o fla perca, não será simplesmente porque o pet esteve em campo. pensar assim é buscar desculpas escorregadias.

há momentos, no futebol, em que o torcedor precisa deixar de ser chato (é quase impossível, eu sei). o que vale hoje não são três pontos. é a despedida de um jogador que deu títulos ao flamengo, e não apenas pontinhos em campeonatos. é a despedida daquele que fez um dos gols mais antológicos do maior estádio do mundo. é a despedida daquele que contribuiu, e muito, para um título que não vinha há dezessete anos. 

hoje é o dia do pet. pena que não será no maraca. e pouco me importa o seu desempenho e o resultado final. hoje o flamengo mostra o que é valorizar um jogador e toda a história que ele construiu no clube.

"pai, fodam-se os três pontos".

ítalo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

a turma da fuzarca


tá com tudo! pura empolgação pra final da copa do brasil, da qual eles já foram devidamente vice-campeões. e agora, como todo bom torcedor, acreditam nesta conquista inédita para o clube, algo que, se vier, fechará uma lacuna de oito anos sem títulos no cenário da série a do futebol brasileiro. é tempo demais para um clube com a história do vasco. 

do lado de cá, devidamente rubro-negro mas, acima de tudo, apreciador do futebol, não torço a favor deles, mas não faço questão nem esforço em torcer contra. isto porque quando um clube se torna campeão não há nada que possa colocar isso em descrédito. portanto, sendo vasco ou sendo coxa, a copa do brasil estará nas mãos certas. e caberá a nós, os-que-sobraram, os devidos aplausos. e, a quem perder, bola pra frente, é virando a curva que a gozação aparece, rs.
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O amor por um clube é algo impossível de explicar porque torcedor que é torcedor não deixa de torcer em toda e qualquer circunstância. Seja na alegria ou na tristeza, no rebaixamento ou na subida, ele sempre está lá, entoando cantos festivos, balançando bandeiras ou coberto com o pavilhão do clube roendo as unhas. O torcedor do Vasco é, nos últimos anos, a representação perfeita daquilo que podemos chamar de torcedor convicto, apaixonado. Só o amor consegue explicar o ato de torcer por um clube que amarga oitos anos sem levantar uma taça importante. O torcedor vascaíno é isso: um apaixonado convicto. Um torcedor que não deixa de apoiar mesmo diante de sucessivos fracassos e zoações dos rivais, que andaram levantando as suas taças nos últimos anos.  A chegada a essa final da Copa do Brasil é um prêmio aos vascaínos que não deixaram de ostentar a cruz de malta no peito mesmo com os obstáculos, mesmo com esses oito anos de jejum de títulos, mas, no final das contas, e daí, "sou Vasco da Gama, meu bem, campeão de terra e mar", já dizia a letra do samba-enredo. É isso mesmo, não importa o que dizem ou o que pensam os "secadores de plantão", o Vasco da Gama sempre será um clube grande, tão grande quanto a expectativa do torcedor vascaíno de soltar aquele grito sonoro e franco de "é campeão" preso na garganta. Os vascaínos merecem. Avante, Vasco, traz esse título para a Colina e faz a tua imensa torcida, de norte a sul do Brasil, bem feliz.

Luiz Guilherme, jornalista e vascaíno desde que me entendo por gente.


Lá vamos nós de novo eternos "VICES" como gostam de nos denominar nossos "amigos" e  rivais flamenguistas, antes vice...que não estar lá penso eu......coisas da rivalidade...o trem bala da colina vem crescendo no comando do Ricardo Gomes, a prova disso são os utlimos jogos seja com time titular ou reserva....porém não podemos nos iludir...nosso time é limitado e dependente de Felipe e Diego Souza....se eles jogarem o que sabem...somos favoritos sim....tremer para o Coritiba...com o todo o respeito a campanha 2.011....não dá....a decisão é hoje...que tenhamos um belo jogo e um resultado melhor ainda....se possível jogando como foi contra o Avaí....se não for pedir demais...aos amigos rubro negros resta assistir o eterno VICE....ou não....

abraço

Nao há como descrever o amor de um vascaíno. Só quem torce pelo Vasco sabe como é. Inexplicável. Ainda mais quando o clube chega à uma final de Copa do Brasil podendo conquistar um título inédito depois de oito anos sem títulos à nível de Série A. Este título é muito importante para o Vasco e, principalmente, para a torcida.


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ps.: tô "catando" torcedores do coxa que queiram rabiscar algo aqui, sobre o clube e a final. não conheço ninguém. quem conhecer e quiser indicar, agradeço. quarta-feira que vem pretendo postar palavras verdes aqui.

ítalo.