quinta-feira, 31 de março de 2011

paixão


é essa torcida do santa cruz no estádio arruda. 

assisti ao jogo esperando muito do são paulo. decepcionei-me demais.

encantei-me, outra vez, com essa torcida coral. 


46 mil pessoas.

ma-ra-vi-lho-so.

ítalo.

p.s.: não é foto do jogo. mas serve para ilustrar. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

pqp, são paulo


começou bem o luis fabiano, em sua apresentação no são paulo, naquele morumbi senão lotado, bastante cheio.

sério, gostei dessa espontaneidade: puta que pariu!

tem expressão melhor para o momento que o jogador vivia? nada de puritanismo, minha gente. 

merece os parabéns o são paulo pela organização da bonita festa. morumbi lindaço ontem. o futebol brasileiro precisa de mais momentos assim. o corinthians fez com ronaldo e roberto carlos boas apresentações. o flamengo fez com ronaldinho gaúcho uma apresentação bagunçada mas também bonita pelo calor da torcida. 

a lamentar, somente, a cutucada desnecessária do rogério ceni no rival corinthians ao dizer que aquela festa acontecia porque o são paulo tinha um estádio para fazê-la daquele jeito. é assim que dois clubes grandes como são paulo e corinthians se apequenam perante todos. através dessa troca de cutucadas. isso não é rivalidade. isso é dependência pura do rival de quem tanto se zomba. meu demérito a atitudes como essas.

meus méritos à festa de apresentação de um jogador que poderá, sim, ser muito decisivo para o clube paulista. 

se foram 25, 35 ou 45 mil pessoas ao estádio, pouco importa. pelo menos dessa vez a torcida do são paulo mostrou o que é encher estádio em dia que não é de final de campeonato. tava na hora.

ítalo.

domingo, 27 de março de 2011

cem


gostei muito do gol número cem do rogério ceni ter sido num clássico como contra o corinthians, e mais ainda por ter sido decisivo para a vitória do sampa e a quebra de um tabu de onze jogos sem vitória contra o rival.

é desnecessário elogiar este goleiro, citar outras marcas e blábláblá.

o torcedor são paulino tem todo o direito de estufar o peito e de dizer: só nós temos rogério ceni. há vinte e um anos. 

aqui, todos os cem gols deste goleiro-gênio.

ítalo.

parafraseando


só nós temos o wellington.

ítalo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

o caio potter


um técnico que nunca me convenceu. nem no palmeiras, nem no flamengo. um técnico sem sal para um time sem sal que precisará sempre de alguém mais vibrante. é sina do botafogo essa falta de vibração e de confiança. joel deu jeito nisso, tirou leite de pedra com esse elenco limitado, até a relação com o grupo e com a torcida se desgastar. 

não aposto um milho.

ítalo.

domingo, 20 de março de 2011

bons começos

eu tenho gostado muito de assistir aos jogos de alguns times nesse começo de ano. e isso me deixa feliz não só por estar assistindo a bons jogos, mas pela expectativa de que o nível do futebol disputado aqui no país se eleve, no sentido de times cada vez mais fortes, de jogos cada vez mais bem disputados, mais emocionantes. 

não tenho a utopia de ver por aqui times como barcelona ou real madrid. nossos times não encantam, não espero isso de nenhum. o santos-primeiro-semestre-de-2010 foi uma exceção daquelas que ocorrem uma vez por década, e olhe lá. o que me agrada e que eu realmente quero são times seguros, jogos bem disputados, sem aquela chateação de balõezinhos, chutões, deusnosacuda. o que me agrada é ver bons elencos sendo preparados. 

me agradam muito cruzeiro, internacional e grêmio, dos que estão na libertadores. me agradam flamengo, atlético-mg, atlético-pr, coritiba, palmeiras e são paulo, dos que estão na copa do brasil. me agradam e torço para que se fortaleçam mais durante o ano. 

me decepcionam, até aqui, santos, fluminense e corinthians. 

não me disseram ainda a que vieram, e espero que melhorem daqui pra frente: vasco, botafogo, avaí, figueirense e bahia.

*américa-mg e atlético-go eu não consigo acompanhar muito, não.

ainda por cima com a presença de jogadores que podem fazer a diferença no nosso futebol (post futuro), visualizo confrontos muito fortes e emocionantes na copa do brasil e na libertadores. e um brasileirão muito equilibrado, com um melhor nível técnico dessa vez. assim esperamos. 

ítalo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

fla-flu. tu faz e eu copio, ok?


acho que só resta aos torcedores da dupla fla-flu dar muita risada do que anda acontecendo nas laranjeiras. porque se em dezembro do ano passado o tricolor se gabava de vencer o nacional - repetindo o feito do rival no ano anterior - agora em março o mesmo tricolor precisa se gabar da presepada em que está se metendo - repetindo o feito do rival no ano anterior:

- má campanha na libertadores e no carioca,
- crise interna entre presidência, dirigentes, treinador e jogadores (tudo apresentado claramente na imprensa),
- queda de dirigentes, de treinador e saída de jogadores caros-que-nunca-provaram-a-que-vieram,
- ausência do atacante principal quando mais se precisa dele (adriano por indisciplina particular e fred por paixão ao departamento médico).

e eu digo que é preciso rir muito disso tudo porque é amadorismo demais vencer o campeonato mais disputado do país e cair em crise dois, três meses depois. parece piada, tamanha a irrealidade. 

e o flu ainda precisa se gabar de um feito que só ele conseguiu aqui no brasil nos últimos anos: vinte troca de treinadores em nove anos. a contar:

2003: Renato Gaúcho, Joel Santana e Renato Gaúcho 

2004: Valdir Espinosa, Ricardo Gomes e Alexandre Gama 
2005: Abel Braga 
2006: Ivo Wortmann, Paulo Campos, Oswaldo de Oliveira, Antônio Lopes e Paulo César Gusmão 
2007: Paulo César Gusmão, Joel Santana e Renato Gaúcho 
2008: Renato Gaúcho, Cuca e René Simões 
2009: René Simões, Carlos Alberto Parreira, Renato Gaúcho e Cuca 
2010: Cuca e Muricy Ramalho
2011: Muricy Ramalho e... 


se não é pra rir, é pra que então, essa organização futebolística mesquinha dessa dupla?

ítalo.

terça-feira, 15 de março de 2011

um reconhecimento que pouco se ouve


(detalhes do jogo, a considerar: 
- duas falhas nacionais. julio cesar no primeiro gol do bayern e breno no terceiro gol da inter. (julio contra o robben tá virando piada)
- precisão do eto'o no primeiro e nos dois passes para os outros dois gols.
- precisão do chute do pandev no terceiro gol da inter)

é assim que vejo o reconhecimento que dão (damos) ao atacante camaronês da inter de milão samuel eto'o. uma pena que seu país não consiga formar um time competitivo em copas do mundo (quando lá está). e a ideia de que um jogador sozinho é capaz de desequilibrar é linda na teoria, mas sabemos que nem pelé ou ronaldo ou romário ganharam as copas do mundo sozinhos, como dizem. é o caso de eto'o. nunca se destacou numa copa porque a disparidade de seu talento para com os companheiros é gritante demais.

depois de vencer três campeonatos espanhois e duas ligas dos campeões da uefa com o barcelona (e em 200 jogos marcar 130 gols), eto'o foi para a inter de milão, onde, até agora, em dois anos, venceu um campeonato italiano, uma liga dos campeões da uefa e um mundial (e em 64 jogos marcou 35 gols). como prêmio individual, destaque para o prêmio de terceiro melhor do mundo pela fifa em 2005. 

e mesmo com tudo isso, comparado a outros jogadores em atividade, o nome deste camaronês é pouco ouvido no que se refere à reverência que seu futebol exige de nós, apaixonados pelo esporte. e a cada jogo ele parece dar mostras do quanto tem se tornado cada vez mais decisivo, com jogadas geniais, imprevisíveis. com uma precisão espantosa no passe e no chute. 

um dos melhores camisas nove em atuação no futebol mundial. quiçá, o melhor. há muito tempo. (tanto que nas últimas 22 disputas de mata-mata, eto'o saiu vitorioso, por barça e inter).

ítalo.

domingo, 13 de março de 2011

ele voltou


é frase bíblica. parece exagerada. e talvez seja mesmo. mas em dez minutos de jogo ganso mostrou porque mesmo parado por seis meses continuou sendo o melhor jogador de futebol brasileiro. minha esperança de ver esse santos voltar a dar espetáculo. 


ítalo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

50 min


já diz o deitado: o jogo só acaba quando o juiz apita o final.

(torcedor chorando vitória do rival porque o gol saiu aos 50 minutos do segundo tempo é pior do que campeonato estadual em três meses. é dar importância demais a algo que deveria servir como motivo de riso).

ítalo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

excelência


717 passes trocados no jogo. contra 195 do adversário.

19 conclusões a gol. contra 0 do adversário (que ainda conseguiu "fazer" um gol).

posse de bola beirando os 80% durante o jogo todo.

eu confesso nunca ter visto um time jogar como joga este barcelona. 

e o futebol é tão encantador que essa máquina poderia ter ficado pelo caminho. o arsenal conseguiu um gol de empate, que foi marcado por um jogador do barcelona, contra. e ao final do jogo, depois de muitos gols perdidos pelo barça, num deslize de saída de bola, o arsenal esteve muito perto de dar seu primeiro e único chute a gol, e de fazer aquele que seria seu segundo gol no jogo, o que o classificaria pelo critério de gol marcado fora de casa.

o futebol não faz sentido.

o que é o mais bonito de tudo.

ítalo.

domingo, 6 de março de 2011

ainda sobre a inglaterra


por lá, na terça-feira, o chelsea venceu o manchester united, em casa, por 2x1.

hoje, o liverpool venceu o manchester united, em casa, por 3x1. 

o campeonato lá, como sabemos, é por pontos corridos. e chelsea e liverpool mostraram como se joga um campeonato assim. eles venceram o atual líder manchester, e, com isso, quem se beneficiou diretamente foi o rival arsenal, que está na cola do líder. 

rivalidade se faz assim. jogando pra valer. 

mas é o que eu insisto. no brasil não vivemos rivalidades. vivemos burrices travestidas de.

ítalo.

Inglaterra, o verdadeiro país do futebol

"catei" esta interessante matéria no blog análise f.c.
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A grama, impecável, é cortada a cada dois dias. Mas os jogadores treinam em outro campo. Ninguém pode pôr os pés ali quando não é dia de jogo oficial, fora o zelador. O estádio tem cadeiras para todos os espectadores, vestiários confortáveis, banheiras de hidromassagem e sala de fisioterapia para os jogadores. Você pode comprar seu ingresso pela internet e recebê-lo pelo correio, com lugar marcado e seu nome impresso. Há uma linha especial de ônibus para levar os torcedores, saindo da estação de trem da cidade. No dia do jogo, o clube põe à venda um programa com as escalações, entrevistas, informações detalhadas sobre o time adversário: história, estatísticas e análise de cada um dos jogadores. Não estamos falando de um grande time europeu. Mas do pequeno Oxford United, que disputa a Blue Square Premier. Traduzindo: a 5ª Divisão da Inglaterra.
Qualquer comparação com o Brasil pode soar leviana. Nosso PIB por habitante não dá nem um terço do da Grã-Bretanha (são US$ 9 500 contra US$ 35 500). Mas, se você pensar que existem 40 mil clubes na Inglaterra, contra 13 500 por aqui, e que a média de público da 2a Divisão deles é 50% maior que a do Campeonato Brasileiro da 1a, vê que o país do futebol é outro: uma nação em que o interesse pela bola é grande a ponto de os maiores jornais ingleses, como The Guardian, The Times e Daily Telegraph, publicarem os resultados até da 7a Divisão.
Não é à toa. O futebol está tão enraizado na cultura inglesa quanto o idioma que eles falam. A febre começou na Idade Média, bem antes de a esquadra de Cabral atracar por aqui. Em dias festivos, grupos de aldeões do país todo batiam-se contra outros tentando levar uma bexiga de boi cheia de ar até o fim do campo inimigo. Em 1863 a Football Association unificou a miríade de jogos regionais derivados desse tipo de brincadeira e o futebol foi adotado com imediato fervor pela classe operária, que, jogando ou assistindo, fez do futebol uma religião.
Essa história explica a força dos times locais. Toda cidadezinha tem seu clube, com seu estádio e seus torcedores fiéis. Fiéis mesmo: muitos times tiveram seus primeiros estádios erguidos graças a doações de torcedores. Também é normal ir a um jogo da 9a Divisão onde o bar do clube é administrado por torcedores que trabalham ali sem ganhar um tostão.
E, na falta de clube, até hoje pessoas se juntam e formam um. Foi o que fez o ex-jornalista esportivo Will Brooks. No ano passado, ele abriu um site, o MyfootballClub.co.uk e começou a coletar dinheiro para fundar um time Não um time dele, mas de todo mundo que doasse as 35 libras que ele pedia como aplicação. O clube funcionaria como uma grande cooperativa. Cada um dos sócios poderia votar tanto em questões administrativas como para decidir a escalação do time. Sim, sim, parece uma idéia de jerico. Mas funcionou. Em novembro de 2007 Brooks já tinha 20 mil “sócios” e comprou um clube que andava mal das pernas, o Ebbsfleet United, por 700 mil libras. E dentro de campo também deu certo: em maio deste ano o Ebbsfleet foi pela primeira vez a Wembley para disputar a final da FA Trophy – uma espécie de copa para times a partir da 5a Divisão. E ganhou.
Em 2005, um grupo de torcedores do Manchester United fez algo parecido: raivosos depois que um bilionário americano comprou seu time do coração, eles fundaram o FC United of Manchester, que começou disputando um campeonato regional e agora está na 7a Divisão, depois de ser promovido por 3 anos seguidos. O clube tem 3 mil membros, que tomam todas as decisões em votações democráticas: cada sócio tem direito a um voto. Mil deles já compraram cartões permanentes para assistir a todos os jogos da temporada 2008-9. Em 2010 eles vão começar a construir um estádio próprio. Tudo à base do esforço dos torcedores, sem patronos milionários. Mas, se por um lado a presença dos investidores estrangeiros faz gente como esses ex-torcedores virar a casaca, por outro ela transformou os times grandes da Inglaterra em potências. Veja o caso do próprio Manchester. Em 1990, a receita do clube foi equivalente a R$ 58 milhões. Em 2007, já tinha saltado para R$ 786 milhões – mais do que os 10 maiores clubes do Brasil, que somaram R$ 690 milhões no mesmo ano. Por essas, hoje 3 dos 5 times que mais faturam no mundo são ingleses. E a previsão é que, em 2009, eles sejam 10 entre os 20 mais ricos.
Mas nem tudo é festa: os ingressos são caros (até R$ 300) e quase impossíveis de encontrar à venda nas bilheterias para jogos dos 4 grandes - Arsenal, Chelsea Manchester e Liverpool. E desses o Arsenal é o único que ainda não pertence a um bilionário estrangeiro. É o preço a pagar pelo sucesso desse esporte na ilha onde a bola é mais redonda. No primeiro e ainda inigualável país do futebol.

(fonte: Revista Superinteressante).
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ítalo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

oito ou oitenta


obrigado, galo! "eu quero ver gol, não precisa ser de placa, eu quero ver gol!"


time de guerreiros II? nunca duvide de uma ressurreição. por mais que você penda a isto. e outros clubes já mostraram que isto é possível, não é vasco?


e é bom ganhar nos pênaltis, né, botafogo? ainda mais com um gol duvidoso. portanto, não chore dos outros e de desmerecer vitórias alheias.

ítalo.

quarta-feira, 2 de março de 2011

o tal do passe de letra



"Como a literatura, o futebol também guarda no seu baú histórias de todo tipo. O drama, a tragédia, a comédia, o suspense, tem para todos os gostos. E para cada uma delas há um narrador. O narrador não é apenas uma voz, é a alma da história. Um jogo de futebol não deixa de existir por não ter quem o narre. Ele está acontecendo lá, no campo, independentemente de alguém estar ou não contando o que se passa. Agora, cá entre nós, uma coisa posso lhe dizer, no segredo confessional das quatro linhas (da página): sem um bom contador de histórias, o jogo não vai ter a mesma graça."
Como duas paixões tão díspares como o futebol e a literatura podem se juntar? Ex-jogador que se tornou escritor, torcedor e crítico literário, professor universitário e técnico como tantos milhões de brasileiros, Flávio Carneiro mostra, em Passe de letra – Futebol & literatura, que “há mais coisas entre o céu e a pequena área do que supõe nossa vã filosofia” – e, justamente por isso, razões indefiníveis para a paixão. Já que não dá para explicá-la, Flávio prefere declarar seu amor incondicional à ‘redondinha’ através de suas reminiscências de infância e de ponta-direita na juventude, bem como das grandes emoções que um homérico Pelé, um lírico Garrincha ou mesmo um clown Dadá Maravilha lhe proporcionaram.
Para Flávio, Passe de letra foi a realização de um antigo sonho: unir suas duas paixões, futebol e literatura, num mesmo espaço, a partir de uma abordagem pessoal e memorialística de ambos os temas. Apaixonado por futebol desde criança, Flávio se dividiu entre a vontade de ser jogador de futebol profissional e ser escritor, este último desejo tendo surgido “do nada”, como conta em uma de suas deliciosas e emocionantes crônicas, particularmente as que relatam suas reminiscências de infância e sua relação com o esporte desde os onze anos, quando se tornou ponta-direita, no início dos anos 70, do Selefama Esporte Clube, um time de jovens formado com muito esforço e sacrifício por Fausto, ex-jogador do time goiano Vila Nova.
Entre suas lembranças, está a vez em que suas expectativas de conhecer Pelé na abertura de um jogo foram frustradas por um resfriado que o deixou de cama por dias. No bar de Fausto, a presença ilustre foi eternizada num pôster bem grande de Pelé com a turma do Selefama. Sem Flávio, claro. No final do texto, o leitor sofre com a tristeza do menino que jamais conseguiu conhecer seu ídolo.
Em meio a suas reminiscências “afetivo-futebolísticas”, Flávio Carneiro aproxima suas duas paixões traçando analogias entre o esporte e a literatura. Para ele, Garrincha dominava a arte da simplicidade e era tão lírico em campo quanto Drummond ou Bandeira em seus versos; Dadá Maravilha fazia graça com a bola, como um grande comediante; enquanto Pelé foi épico, com sua trajetória de superação e heroísmo. Vitoriosa é também a iniciativa do autor, que marca um verdadeiro gol de placa com a coletânea Passe de letra.

As crônicas reunidas em Passe de letra foram originalmente publicadas no jornal literário Rascunho, de Curitiba. A coletânea ganha fotos e ilustrações, além de orelha assinada por Luiz Fernando Veríssimo. O livro marca ainda o início da edição de todas as obras de Flávio Carneiro voltadas para o público adulto pela Editora Rocco.

copiado daqui.
fica a sugestão de leitura.

ítalo.

terça-feira, 1 de março de 2011

alegria, alegria


quem acompanha este espaço aqui sabe do meu desgosto pelos campeonatos estaduais. muito mais pelas fórmulas de disputa dos mesmos do que por eles em si. pra mim é campeonato de tiro curto, um mês e pronto. mas, enfim... continuo achando ilusão o meu desejo.

diante disso, o que me alegra na conquista da taça guanabara pelo flamengo não é a conquista em si. e sim a alegria demonstrada pelo time todo durante o primeiro turno, e, principalmente, durante o jogo final. uma alegria comandada pelo ronaldinho gaúcho, alguém em quem eu não depositava a mínima esperança, mas que tem se mostrado um jogador muito dedicado e agregador dentro do clube, o que tem contribuído para que o ambiente esteja bom, as notícias veiculadas pela mídia apresentem caráter positivo, e não depreciativo ou de especulações.

isto me faz lembrar do fla de 2010. o recém-campeão nacional vivia em confusões, em manchetes que pelo mundo denegriam a imagem do clube, em problemas internos que não acabavam nunca. resultado, um ano pífio e de dar dó no torcedor, que teve que aturar tiração de sarro por má conduta dos próprios jogadores do time.

este fla 2011 pode não apresentar um futebol convincente. mas apresenta alegria ao jogar futebol. e para mim já é o que basta, porque com alegria assim os resultados surgem, uma hora ou outra, de uma forma ou de outra. e o torcedor vive para sorrir com o seu time, não para esquentar a cabeça com crises e escândalos. 

é um barato a brincadeira do #bondedomengãosemfreio. faz-me lembrar dos meninos da vila, que ano passado apresentaram não só um futebol brilhante, como uma alegria contagiante. o fla não é um exemplo de organização tática, mas é um exemplo, no futebol brasileiro, hoje, de alegria de jogo. algo que somente faz aumentar minha torcida para que outros times apresentem a mesma alegria, que contagie ainda mais torcedores, e que consigamos viver este esporte pelo que de saudável ele tem a nos oferecer. 

alegria alheia incomoda, eu sei. pude perceber isso por muitos comentários de torcedores de clubes fora do rio de janeiro tentando menosprezar a conquista da taça guanabara. é gente que jamais conseguirá ver o outro comemorando algo. é gente que jamais reconhecerá no outro um semelhante seu. um algúem que assim como ganha, perde. porque isso é do jogo. assim como tem que ser esse espírito alegre entre times e torcidas. desta utopia eu não abro mão. não mesmo.

ítalo.