quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

rivalidade?


pode-se não discutir a rivalidade existente entre brasil e argentina (oriunda do futebol, mas levada a todos os esportes, de modo sempre maior do que é). mas também não é preciso exagerá-la tanto assim.

pode-se não discutir que contra a frança, há muito tempo o brasil não obtém sucesso em jogos de futebol. mas daí a tornar isso uma pedra no sapato, um rival que não desce, e outras baboseiras futebolísticas, não há necessidade.

o brasil perdeu ano passado para a argentina por um a zero. perdeu ontem para a frança por um a zero. perdeu no domingo para a argentina, no sub-20, por dois a um. e só. 

jogos amistosos são jogos pontuais. não podem servir para análise maior de nada. perder no sub-20 como aconteceu no jogo do domingo passado, é algo natural. circunstância do jogo, provocadas pela infantilidade do próprio time brasileiro. e pronto. ontem a guriada já venceu novamente e está perto de se classificar para as olimpíadas, ao contrário dos hermanos, que ontem perderam de novo no mundial. 

tudo isso para falar que há exagero em tratar jogos assim como jogos-de-vida-ou-morte devido a tal rivalidade existente entre as equipes. como disse o trajano, na espn, isso é uma cultura galvão bueno, de que devemos odiar os argentinos acima de tudo, de que já devemos entrar em campo para bater, porque apanharemos, de que sempre somos e seremos - ou devemos ser - melhores do que eles e blábláblá. e a partir da derrota de 98 para a frança, na copa, esse clima passou a existir em jogos contra os franceses. parece que o brasileiro não aceita que há seleções melhores em determinados momentos, e que perder é do futebol, assim como ganhar.

incomoda-me isso. muito. por isso, também, cada vez mais minha ligação com a tal da seleção brasileira passa a ser de puro telespectador. como assisto a qualquer jogo de qualquer outra seleção. por puro apreço ao futebol. e é por isso que tenho gosto de ver a espanha jogar, e de ver o messi jogar. simples como o futebol precisa ser. o melhor precisa ser elogiado, exaltado, enquanto assim durar. e, mais do que isso, é preciso reconhecer no outro aspectos melhores do que os nossos. 

ítalo.

5 comentários:

Saulo disse...

Concordo com vc. Isso tudo é um exagero da imprensa, que acaba prejudicando a equipe em muitas vezes.

Ph disse...

Na verdade, levar o futebol tão a sério é uma atitude por si só exagerada.
Problema é que muito torcedor faz isso com o clube do coração também. Não admite as conquistas do rival. Colorados dizem que gremistas não são campeões mundiais e sim intercontinentais, palmeirenses não reconhecem títulos do corinthians, só pra citar alguns exemplos.

Moni. disse...

Sabe o que me incomoda?
Concepções cristalizadas. Tipo, é rivalidade e pronto. É freguês e pronto. É o melhor do mundo e pronto.

Nada mais tolo, na minha visão. Para mim, cada jogo é um jogo. E não importa se sobre a sua camisa nova e feia pesam cinco estrelas de copa. Se não jogar bem, seus anos e anos de futebol dourado escorrem ralo abaixo. Tradição não ganha jogo. Impõe, no máximo, algum respeito, mas é bom não abusar disso.

Ah! Aquela camisa me incomodou tb. Que feiosa! hahahah

Beijo, beijo!

Carlos Ramos´Blogger disse...

Nos últimos anos o esporte perdeu o seu propósito inicial e se tornou sem sentido.

Cleber Soares disse...

Italo,
pode até ser que esse último jogo não fazia diferença, mas a verdade é que a França é o nosso calo meu amigo, 84 olílpiadas, 86, 98, 2006 Copa..... é muito jogo não acha?
mas o exagero da mídia é uma verdade, faz parte...

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www.clebersoares.blogspot.com