domingo, 2 de janeiro de 2011

seleção de títulos

texto de almir de freitas.

para quem é ligado em futebol. e em literatura. ou nos dois. ou em nenhum dos dois.
afinal, essa coisa de estar ligado/desligado é tão clichê quanto estas linhas introdutórias.
_ _ _ _ _ 
A Seleção Brasileira volta para casa – e a nossa vida começa a apontar para o norte do normal. Terrível blogar em dias de Copa do Mundo: a gente não está a fim de escrever e o mundo não está a fim de ler, torcendo para que os jogadores estejam a fim de alguma coisa. De qualquer modo, creio que eles terão uns dias de folga pela frente. Se fossem dados à leitura, poderiam ganhar da CBF livros com títulos personalizados – inspirados e inspiradores. Tem um para o Dunga também:
JÚLIO CÉSAR: O Buraco na Parede, Rubem Fonseca. Companhia das Letras.

GOMES: O Poste de Vapor, Ferenc Molnár. Cosac Naify.
DONI: Invisível, Paul Auster. Companhia das Letras.
———–
DANIEL ALVES: Fogo Pálido, Vladimir Nabokov. Companhia das Letras.
MAICON: O Inocente, Ian McEwan. Companhia das Letras.
GILBERTO MELO: Zero, Ignácio de Loyola Brandão. Global.
MICHEL BASTOS: Fogo Morto, José Lins do Rego. José Olympio.
——-
JUAN: Senhor Vai Entender, Claudio Magris. Companhia das Letras

LÚCIO: O Bom Soldado, Ford Madox Ford.  Alfaguara.
LUISÃO: Andando na Sombra, Doris Lessing. Companhia das Letras.
THIAGO SILVA: O Cavaleiro Inexistente, Italo Calvino. Companhia das Letras.
———-
GILBERTO SILVA: O Náufrago, Thomas Bernhard. Companhia das Letras.

JOSUÉ: O Inútil de Cada Um, Mário Peixoto. 7Letras.
FELIPE MELO: Junta-Cadáveres, Juan Carlos Onetti. Planeta.
RAMIRES: É Difícil Encontrar um Homem Bom, Flannery O’Connor. ARX.
JÚLIO BAPTISTA: O Homem Sem Qualidades, Robert Musil. Nova Fronteira.
ELANO: Homem em Queda, Don DeLillo. Companhia das Letras.
KAKÁ: O Santo Sujo, Humberto Werneck. Cosac Naify.
KLÉBERSON: O Estrangeiro, Albert Camus. Record.
———
ROBINHO: Diários de Bicicleta, David Byrne. Amarilys.

LUÍS FABIANO: Ilusões Perdidas, Honoré de Balzac. Estação Liberdade.
NILMAR: O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry. Agir.
GRAFITE: Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar. Nova Fronteira.
———
DUNGAAbraçado ao Meu Rancor, João AntônioCosac Naify.

_ _ _ _ _ 
também no um-sentir.
aqui a postagem original do almir de freitas.

ítalo.

4 comentários:

Léo Santos disse...

Bah, Catarina, tu mandou muito bem nessa, guri! hehehe

Quase me mijo rindo aqui!

"Memórias de Adriano" foi tri boa!

Fora isso todos os títulos são bacanas, dentre tantos, há pelo menos um, que estou lendo faz horas - um dia termino: O Homem sem Qualidades, Robert Musil.

Um abraço!

FuteB.R.O.N.C.A.! disse...

Palmas, palmas e mais palmas... pelo text e pelos livros. Capazes de engrandecerem qualquer biblioteca.

Saudações!!!

Ph disse...

Bom mesmo.
Mas acho que eles s[o leram algumas páginas de "A Arte da Guerra" e olhe lá!
Abraço!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Bela seleção... estou atrás destes cá:

1. CORRESPONDÊNCIA INCOMPLETA – ANA CRISTINA CÉSAR -> 34,00 [cultura]
2. CRÍTICA E TRADUÇÃO – ANA CRISTINA CÉSAR -> 66,00 [cultura] 32,00 [americanas]
3. INÉDITOS E DISPERSOS – ANA CRISTINA CÉSAR -> 24,90 [cultura]
4. ANTIGOS E SOLTOS – POEMAS E PROSAS DA PASTA ROSA – ANA CRISTINA CÉSAR -> 70,00 [saraiva]
5. CADERNO DE DESENHO – ANA CRISTINA CÉSAR -> 15,00 [cultura]
6. O ÚNICO FINAL FELIZ PRA UMA HISTÓRIA DE AMOR É UM ACIDENTE - JOÃO PAULO CUENCA -> 36,50 [cultura]
7. O DIA MASTROIANI - JOÃO PAULO CUENCA -> 22,90 [submarino]
8. OS DIÁRIOS DE SYLVIA PLATH
9. QUINTANA [BOLSO]
10. MEMORIAL DE LA ISLA NEGRA – NERUDA
11. DA MORTE. ODES ÍNTIMAS – HILDA HILST
12. AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA – EDUARDO GALEANO
13. 62 MODELO PARA ARMAR – JÚLIO CORTÁZAR -> 27,90 [americanas]
14. TODOS OS FOGOS O FOGO – JÚLIO CORTÁZAR -> 21,90 [americanas]
15. CAIO F. [TODOS]
16. O LIVRO DE AREIA – JORGE LUÍS BORGES
17. O ALEPH – JORGE LUÍS BORGES
18. PAULO LEMINSKI [TUDO] SOBRETUDO -> LA VIE EM CLOSE ES UM OTRE CHOSE e EX-ESTRANHO
19. DOSTOIÉVSKI – O JOGADOR e CRIME E CASTIGO
20. O ESTRANGEIRO – ALBERT CAMUS
21. O PRIMEIRO HOMEM – ALBERT CAMUS
22. A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER – MILAN KUNDERA