domingo, 28 de novembro de 2010

a bola pune,

diz o ditado.

algo que podemos comprovar, mais uma vez, este ano, no brasileirão.

em 2009, os torcedores corinthianos tripudiaram do rival são paulo ao verem o time "entregar" o jogo para o flamengo encaminhar o título.

título este que veio a acontecer na rodada seguinte contra o grêmio, que "entregava" o jogo para o fla apenas para tripudiar do rival inter.

o mesmo inter que em 2008 "entregou" o jogo para o são paulo, objetivando apenas evitar que seu rival grêmio pudesse alcançar o título, que de fato ficou com o são paulo. 

ainda em 2009 os rivais do flamengo no rio de janeiro menosprezaram a conquista do rubro-negro carioca alegando que ela apenas ocorrera em função das "entregas" de corinthians e grêmios.

agoooora...

o mesmo corinthians que "entregou" ano passado para prejudicar o são paulo, viu-se refém de são paulo e de palmeiras, que "entregaram" seus jogos para o fluminense, apenas para que o clube do rio se mantivesse à frente do time de parque são jorge e chegasse, então, na última rodada, com a mão na taça.

o mesmo torcedor do fluminense que ano passado pisara na conquista do flamengo, vê-se agora possivelmente conquistando o título da mesma maneira. 

aí vem a pergunta: uma conquista de nacional como esta merece realmente ser menosprezada pelas supostas "entregas"?

escrevi esta palavra entre aspas desde o começo porque ela não pode ser afirmativa. não há quem possa afirmar que existiram entregas nesses jogos. assim como ninguém pode afirmar que elas não aconteceram.

o que estes casos colocam em questão, a meu ver, é a fórmula de disputa do campeonato mais importante do país. ao invés de cairmos na burrice dos torcedores-cegos, que só têm olhos para o próprio time e que desejam a morte do time rival, precisamos parar e pensar na tal justiça que um campeonato de pontos corridos realmente apresenta. porque é este o argumento mais forte daqueles que defendem tal fórmula de disputa. que o campeão assim se torna por absoluta justiça, não mais existindo a tal da injustiça dos pontos corridos, que eu até agora procuro onde ela existe.

e a partir desses fatos eu passo também a questionar a tal justiça dos pontos corridos. porque o argumento de que todos os times se enfrentam em igualdade de condição cai por terra. porque nas cinco rodadas finais já tem muito time que joga para nada, que não vai cair nem luta por vaga nenhuma, e que, portanto, se não entrega o jogo para prejudicar algum rival, simplesmente joga sem motivação alguma, o que se torna apenas um eufemismo de entregar o jogo. 

não defendo simplesmente a volta do campeonato de turno único e os mata-matas. acho que aos poucos o calendário nacional vai adquirindo uma cara muito própria, que ainda pode ser melhorada, com certeza. o que eu realmente questiono são as vagas que ficam no "umbral", naquela zona morta, em que os times simplesmente jogam para nada. algo nesse sentido precisa ser feito. o campeonato argentino trabalha com médias de pontos de campeonatos de vários anos. é uma ideia. os times passariam a se preocupar não somente com o ano presente, mas com o ano anterior e com o ano futuro. algo nesse sentindo precisa ser pensado. que rumo dar àquelas vagas intermediárias? sulamericana? não tem resolvido em nada.

e digo que algo precisa ser feito porque isto não faz parte do futebol. o erro do juiz e do bandeirinha, infelizmente, fazem parte. porque humanos que são, estão sujeitos ao erro (por mais que a turma do contra veja manipulação e erro proposital e etc etc etc. o que não falta é gente pra sujar algo que já não está limpo). o que não faz parte do futebol é esse blábláblá de entrega x não-entrega. ele pode até existir, simplesmente porque isto é oferecido aos times. esta condição de penumbra a eles é oferecida.

e uma última ressalva: jamais se pode colocar em dúvida o título que é conquistado por uma equipe num campeonato de pontos corridos. o flamengo não tem nada a ver com a o jogo sem sal de corinthians e de grêmio em 2009. assim como o fluminense, se de fato for campeão na semana que vem - como eu torço para que seja - não tem nada a ver com a apatia de são paulo e de palmeiras. pode-se reclamar de muita coisa, mas não se pode, em hipótese alguma, questionar a legitimidade daquele que se consagra campeão (em nenhuma fórmula de disputa).

ítalo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É teeeeeetra! É teeeeeeetra!

eu com meu mano luigi comemorando o segundo gol da final de hoje. saímos também num jornal aqui da cidade. vejam

o famoso grito do galvão na conquista do tetra da seleção brasileira na copa do mundo de 94 serve hoje para nós, jaraguaenses tetracampeões da liga nacional de futsal (05-07-08-10). um grito que ficou entalado no ano passado, após derrota, em casa, para a tradicional carlos barbosa, que dentro de jaraguá se tornava tetra. um grito que mistura êxtase com apreensão. um grito sufocado por uma lágrima, pelo medo de que talvez seja o último grito de "é campeão" desta torcida para este time. mas um grito. de quem é pela quarta vez campeão nacional de futsal.

foi uma festa linda. uma hora antes do jogo a arena já tinha dez mil presentes. gente sentada no chão. nos degraus. gente dividindo lugar. um erro estratégico de venda de ingressos, claro. um risco, com certeza. enfim, uma festa como nunca antes vista na arena jaraguá, que tantas finais já presenciou. justamente por isso há quem se impressione com tamanho sentimento e devoção por um título. o discurso do "ganha sempre, como se emocionar com isso?" impera ainda, infelizmente. ainda bem que os torcedores e o elenco todo mostram saber que cada jogo é um jogo, e que cada título é uma história única que não pode ser apagada por outras conquistas, muito menos apagar as anteriores.

em termos técnicos, o time da malwee era muito mais time. e fez prevalecer isso. não é preciso que se escreva muito sobre o jogo. vitória por 2x0, com os dois gols no primeiro tempo: valdin e leco. a malwee eliminou krona (melhor da primeira fase), carlos barbosa (quarta melhor) e agora copagril. sofreu, em seis jogos, sete gols contra estas fortíssimas equipes. marcou quinze. não perdeu nenhum jogo na reta final. ganhou todos na arena. sobrou em quadra, literalmente.

fui mais uma vez à arena. e já me sinto com saudades do que lá vivi. isto se de fato a empresa malwee deixar de investir neste time e ele se desfizer, como é o boato que circula nos meios de informação. esta semana parece que a empresa dará o parecer. mas os discursos dos jogadores são de adeus. a festa hoje me pareceu aquela festa que encerra de modo brilhante um projeto que elevou jaraguá do sul como potência no esporte. 

tudo o que começa, começa para um dia terminar. a gente nasce com a certeza de que vai morrer. assim devemos encarar um time de futebol, um relacionamento, um emprego, uma amizade. e o velho jargão "que seja eterno enquanto dure" deve valer cada vez mais. porque só nos cabe viver intensamente um time, um relacionamento, um emprego e uma amizade. a vida em si. sabendo que ao nosso redor são outras vidas tantas que circulam, e que merecem a mesma intensidade de vivência.

parabéns a nós, jaraguaenses, por mais esta conquista. por este projeto que ajudamos a tornar real e cada vez mais forte. e que continue a nos alegrar enquanto seja possível a todos.

ítalo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

o cotidiano que nos engole


o cotidiano é isso. é aquilo que nos engole sem que percebamos. é o que deixamos de ver por ser tão óbvio. por ser tão corriqueiro. é aquilo ao que nos acostumamos, e então achamos normal. é o erro do juiz e do bandeirinha por ser ser humano. é o corpo mole de um time porque é rival do outro. é uma sequência de títulos que cai na trivialidade.

é assim que tenho percebido com a malweefutsal - principalmente na cobertura jornalística feita aqui no sul do país, mais especificamente em santa catarina. 

é a sexta final seguida desta equipe na liga nacional de futsal (sem contar as outras sequências de títulos em outros campeonatos neste esporte). é o time de falcão, lenísio, tiago, neto e outros selecionáveis com frequência. ou seja, é o time da obrigação de chegar à final. ou seja, malwee na final? tá, e daí? para que comentar isso em nota de colunista de jornal? ou pra que fazer uma matéria ressaltando a competência do time em tal feito?

então o que acontece é este não-comentário. ou, o que é pior, é o comentário que deprecia uma sexta final seguida sob o argumento de que este super-time não faz mais do que a obrigação.

isto é uma falha gravíssima. em termos jornalísticos e em termos de observar a vida ao nosso redor. é a prova de que nos acostumamos com o que não devemos nos acostumar. 

parece-me o mesmo exemplo do time que abre 5x0 no primeiro tempo, mas que tira o pé no segundo tempo, em respeito ao adversário, ou porque cinco já está bom mesmo. 

não pode!

se 5x0 está bom, significa que nos acostumamos com pouco. 

se chegar a uma sexta final de campeonato brasileiro, seguidamente, cai no que é comum, e assim é tratado pelos meios de informação, então é porque olhamos torto e raso para aquilo que deve ser destacado.

a fala empolgada, nesta final, é para o time de marechal rondon (pr), que está na final pela primeira vez e que faz uma campanha brilhante e é um time encardido e tudo o mais. ótimo. louve-se este time que pela primeira vez chega a uma final. mas, mais do que isso, reconheça-se uma marca como a que a malweefutsal alcançou este ano (e que pode ficar ainda maior se vencer e for tetracampeã).

é uma inversão de valores que assusta.

mas em partes, somente.

pois não é miragem a brincadeira do: que sem graça, ganhamos de novo. 

uma simplória frase com teor humorístico que denota uma verdade muito maior.

ítalo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

enquanto um sobe...

o outro desce...
 
na minha terra de nascença, santa catarina,
há dois anos o avaí subia pra série a
e o figueirense descia pra série b.

esse ano, o figueira praticamente garantiu o acesso à a.
enquanto que o avaí praticamente garantiu o descenso à b.

aqui em natal, onde estou esta semana,
há algo assim também.

o américa de natal tá caindo da b pra c.
enquanto que seu rival, o abc, tá subindo da c pra b.

maravilhoso isso, não?

em 2008, o corinthians comemorava o título da série b,
enquando o rival são paulo era campeão da série a.

em 2009, o vasco comemorava a série b,
e via o rival flamengo ganhando a série a.

ah, futebol,
tu encantas pela alegria e pela tristeza.

ítalo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Malwee Futsal e o Futsal Brasileiro



Escrevi sobre a equipe de Futsal aqui de Jaraguá do Sul,
a Malwee Futsal.


E também um pouco sobre o Futsal Brasileiro.


A convite do Caetano, deste blog.


Aqui está o texto.


boa leitura,
Ítalo. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

twitt fora do twitter #1



para atravessar a rua é preciso ter confiança. para jogar sinuca é preciso ter ainda mais confiança. é preciso confiar no próprio taco.

ítalo.

mais twitts, aqui