quinta-feira, 28 de outubro de 2010

da arte de fazer coisa feia


eu as considero horrorosas.

há quem veja nelas uma boniteza simbólica: representam uma época, uma história, blábláblá.


pra mim elas deveriam ser camisas decorativas. daquelas que são lançadas apenas para registrar alguma comemoração. e então ficar arquivadas. 

porque são feias demais.

são diferentes demais daquelas que marcam a história de cada time.


graças que as camisas evoluem, e que as de antigamente não existem mais. porém, ainda assim os times inventam de relançá-las, em modelos, pra mim, horrorosos.

não consigo gostar.
questão de gosto. algo muito pessoal.


p.s.: e o que vamos falar da nova chuteira do cristiano ronaldo?


ítalo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

de novo ele


esta é a sexta postagem sobre e para obina.

ele tem até link aqui no blog.

e não é a primeira vez que ele faz três gols em um clássico.
(veja aqui e aqui).

e sempre que ele rouba a cena,
eu fico feliz pra caramba.

porque ele é o jogador que me faz ter alegria em acompanhar futebol.

ainda.

ítalo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

palpitando traveis

vamos lá, tô sentindo falta daqueles palpites super furados que a gente vive arriscando por aí.

faltam oito rodadas. é hora de dar aquele chute para:

1. clássicos regionais no brasileirão:

corinthians x palmeiras (empate)
cruzeiro x atlético-mg (cru)
grêmio x internacional (grê)
vasco x flamengo (fla)

2. campeão:

fluminense

3. libertadores:

cruzeiro
fluminense
grêmio
palmeiras (via sulamericana)

4. rebaixados:

grêmio prudente
goiás
avaí
atlético-go

5. zona morta (não cai, não vai pra liberta, nem pra sulamericana)

guarani
vitória
atlético-mg

6. artilheiro:

jonas, grêmio.

7. craque:

montillo, cruzeiro.

8. revelação:

lucas, são paulo.

como eu sei que tenho uma mira horrível,
fico tranquilo :)

e vocês?

ítalo.

domingo, 17 de outubro de 2010

o campeonato continua salvo: obrigado, grêmio


se há três semanas eu agradecia ao inter por salvar o campeonato (aqui), com uma belíssima vitória sobre o então líder corinthians, no beira-rio, após esta rodada, a trigésima, meu agradecimento, como torcedor de futebol, vai para o grêmio, pela também belíssima vitória sobre o então líder cruzeiro (que continua líder, graças aos empates de fluminense e corinthians) por 2x1, de virada, no olímpico. o campeonato tá salvo. e tá mais embolado ainda, graças às vitórias da turma do meio (atlético-pr, grêmio e são paulo) e às vitórias dos times lá de baixo também (flamengo, atlético-mg, vitória e atlético-go). embolou em cima, no meio e embaixo. ganhamos, como torcedores, sem dúvida.

mas eu não prestei atenção somente a este jogo do grêmio hoje, não. por mais que fosse o jogo que mais me interessasse às 16h. tem um negócio muito legal pra quem é assinante do pfc, serviço dos canais sportv. num canal só eles passam quatro jogos simultaneamente. uma loucura mesmo. você ainda pode escolher o jogo de que quer ouvir a transmissão. e eu tenho feito isso aos domingos. é um barato! melhor ainda quando você assiste com mais alguém. aquelas frases comuns do tipo "defesaça" ou "olha o gol" precisam ser devidamente direcionadas para um jogo.

um divertimento e tanto para as tarde de futebol. melhor ainda quando não é o seu time jogando. aí, mesmo, a atenção se volta para oito times ao mesmo tempo. aconselho!

ítalo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

se perdendo cada vez mais


já se perdeu faz tempo o limite entre time e torcedor de futebol.

há quem acredite ainda no torcedor como sujeito pacífico que meramente torce por um time.
pior: há quem acredite em dirigentes e jogadores de futebol.

pra mim, a única coisa em que acreditar ainda cabe é nas histórias de cada clube

eu torço pelo flamengo, pela história do flamengo. não torço por qualquer time que o flamengo monte. muito menos faço do flamengo o objeto maior de minha vida. eu torço por um flamengo que criou uma história no futebol brasileiro que jamais será apagada. assim com tantos outros torcem por tantos times com tantas histórias que jamais se apagarão, mesmo que eles não mais existam.

cada vez mais eu busco preservar em mim, como torcedor, uma boa imagem do time pelo qual eu torço. porque minha desilusão com o futebol só cresce. e pelo que vejo, continuará a crescer. porque eu nunca vou aceitar imagens como esta. nunca. e não farei questão de continuar acompanhando nada disso.

hoje eu senti pena de quem realmente é corinthiano.

ítalo.

sábado, 9 de outubro de 2010

torcer como criança


Reparou na inocência 
Cruel das criancinhas 
Com seus comentários desconcertantes? 
Adivinham tudo 
E sabem que a vida é bela

(Cazuza, "Só as mães são felizes).

tenho levado meu irmão luigi, de sete anos, aos jogos da malwee aqui em jaraguá. não em todos. mas sempre que posso. uniformizados, lá vamos nós. é uma experiência que todos deveriam fazer. ir com crianças para jogos de futebol/futsal. desde que com a devida segurança entre torcidas. no futsal até existe uma rivalidade entre malwee jaraguá e krona joinville, por serem cidades vizinhas. mas eu ainda considero uma pseudo-rivalidade. não se pode levar a sério dois times de futsal ao ponto de criar uma grande rivalidade entre eles. por mais que a malwee tenha os ditos melhor jogador do mundo e melhor goleiro do mundo. por mais que a malwee esteja em sua décima semifinal seguida de liga futsal. por mais que a malwee tenha estado nas últimas cinco finais de liga, vencendo três e perdendo duas. e por mais que a krona tenha se fortalecido nos últimos cinco anos e tenha realizado excelente duelos contra a equipe jaraguaense. ou seja, são duas equipes das melhores do país. mas não quer dizer grande coisa. como não deveria ser grande coisa torcer para time nenhum. por isso que todos deveriam ir ao estádio com as crianças. porque elas de fato mostram para que serve o esporte. ou para que deveria servir. para puríssima diversão. porque a preocupação delas é com a pipoca, o algodão doce e o refrigerante. e elas são capazes de perceber quando um time está melhor do que o outro, mesmo que este time não seja aquele de quem elas vestem a camisa. e elas pouco se incomodam com isto. porque elas ainda não entraram na fase de desrespeitar e menosprezar o adversário acima de tudo. e tomara que nunca entrem mesmo. meu sonho é voltar a acompanhar o esporte como uma criança. 

ítalo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

um torcedor que morre aos poucos



tenho comigo que um dia eu deixarei de acompanhar futebol como hoje acompanho. tenho comigo que um dia deixarei de torcer da maneira como hoje torço. tenho comigo que isso é um processo natural de vivência. tenho comigo que é o melhor que eu posso esperar para mim. porque continuar sentindo o futebol, da forma como ele está sendo feito, não é bom presságio. 


vejo meu pai. o torcedor que ele me descreve que era na década de 70, quando o fla pouco ganhou (a fase mais fanática). o torcedor que ela era na década de 80, quando o fla ganhou tudo o que podia (ainda fanático, mas um pouco menos). o torcedor que ele era na década de 90, quando o fla meio que não ganhou e ganhou alguma coisa (que torcia às vezes por algo). e o torcedor que ele é nesses anos 00, em que pouco importa o que o flamengo ganha ou não. 

é muito bonito o discurso do torcedor que é apaixonado, fanático, que morre pelo time. é lindo isso. mas é doentio. tão doentio quanto uma crença fanática em termos de religião. tudo que abrange o fanatismo é doentio. 

no final dos anos 90 eu chorava pelo flamengo. no início dos anos 00 eu chorava pelo flamengo. em vitórias e em derrotas. hoje, eu não choro mais. nem por vitórias, nem por derrotas. naquela época, eu acompanhava o fla diariamente, em rádios, jornais, televisão e internet. hoje, ainda acompanho, mas pouco, muito pouco. continuo tendo dezenas de camisas, e tudo que envolve o clube: chaveiros, canecas, calendários. tudo mesmo. cd's e dvd's. mas é puro "toc" de colecionador. sou assim com livros e cd's e dvd's. 

minha torcida não extrapola mais o respeito. muito menos o bom senso. como torcedor, eu não tenho mais rivais. e sim pessoas que torcem por outros clubes, iguais a mim. como torcedor, eu dou as costas a quem tenta me ofender pelo simples fato de eu torcer por um time. porque pessoas assim não merecem sequer torcer pelos times que torcem.

há uma morte em mim como torcedor. uma morte que ocorre aos poucos. e da qual não fujo. porque é preciso. seria preciso que todos os torcedores morressem a cada dia enquanto torcedores de clubes. o mundo seria melhor, acreditem.

diz o hino do clube pelo qual eu torço que uma vez, sempre. é assim mesmo. mas é assim com todos os torcedores de todos os clubes. fica lindo enquanto teoria. torna-se uma furada enquanto prática. o que muda é a intensidade, que quanto mais diminuir, melhor. 

esse dia primeiro de outubro foi um dia de luto para mim. morreu um pouco do torcedor que ainda está aqui em mim. porque a gente precisa escolher caminhos que nos façam se sentir bem. e viver o futebol tão de perto assim não é o melhor deles, com certeza.  

p.s.: para tornar claro: o que mais me entristece não é a saída do zico em si. no meu modo de ver, ele fez certo. saiu para se defender de acusações que não paravam de chover contra ele. por pura politicagem. o que mais me entristece é a cegueira de tantos ao desconfiarem de uma pessoa que apenas queria fazer as coisas do modo correto dentro de um clube. um clube que não seria metade do que foi sem ele. isso é o que mais dói. e dói mesmo, tenham certeza. 

ítalo.