domingo, 26 de setembro de 2010

o campeonato tá salvo. por enquanto.


nessa era de campeonato por pontos corridos, lembro-me de que os dois de que eu menos gostei foram os campeonatos de 2003 e de 2007. não por causa do fla, que em 03 fez campanha mediana e em 07 conseguiu uma arrancada para a libertadores (o que pra mim não é grande coisa). mas porque foram dois campeonatos que terminaram "antes da hora". o cruzeiro tinha um time que sobrava em 03. ganhou acho que com duas ou três rodadas de antecedência. e o sampa em 07, então, ganhou acho que com cinco rodadas de antecedência. não gosto disso. nada contra zeiro e sampa, pelo contrário. souberam fazer times muito melhores do que os demais. mereceram por isto. ótimo. mas é chato, como torcedor que gosta de futebol, acompanhar algo assim. eu acho um porre, por exemplo, os campeonatos europeus, por quem muitos babam. na espanha temos quase que só barça e real disputando. na inglaterra, quatro times (manchester, liverpool, arsenal e chelsea). na itália, a inter ganhou os últimos cinco, muitos com sobras. para ficar só nesses exemplos.

tá, mas esse blábláblá todo só para dizer que o inter salvou hoje o campeonato (com uma vitória maravilhosa. não há nada melhor, para quem acompanha futebol, do que ver um time muito bom como o do corinthians empatar aos 45 e um time muito bom como o do inter ganhar aos 47). que o flu deu nova graça ao campeonato. que a vitória do santos contra o cruzeiro fez o mesmo. (por mais que eu veja só o inter com chances de brigar pelo caneco, entre estes dois que já estão na libertadores do próximo ano). quem destoou disso foram bota e atlético-pr, com o empate no engenhão que os deixou mais longe da liberta e mais ainda do título.

o corinthians sabe que vai brigar até o fim. tem time e elenco para isso. o flu sabe de suas limitações, mas dá mostras de saber superá-las e novamente é o líder, o que é bonito de se ver. o cruzeiro também sabe que perder para o santos não é o fim do mundo, e que se não pisar na bola vai com os dois primeiros até o final. e o inter sabe que tem o melhor time do país na atualidade e que se quiser entra pra história ganhando libertadores, nacional e mundial no mesmo ano.

tomara que esses todos queiram mesmo tudo isso. e que o campeonato vá emocionante até a última rodada, como foi ano passado. ou como foi em 2004, com uma disputa palmo a palmo entre santos e furacão.

o que não ficou legal foi nova derrota do galo mineiro. precisa do milagre que salvou o flu ano passado. não é todo ano que acontece... 

p.s.: a foto é uma homenagem a esse guri que pra mim não é craque, nem nunca vai ser, mas que tem se apresentado, sim, como um exímio cobrador de faltas (por mais que este último tenha desviado na barreira. bom batedor precisa de sorte, sim, também). fruto de muito, muito treino. parabéns ao andrezinho por tantos gols de falta importantíssimos pelo inter.

ítalo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

novo rei


pode ser piada. mas falta pouco para deixar de ser.

"'Quem é esse zé ninguém que dá nome ao CT do meu clube', disse Neymar em seu último treino no CT Rei Pelé".

ítalo.

avisados estamos


todos se lembram da frase do técnico renê simões há uma semana?

- estamos criando um monstro no futebol brasileiro.

o primeiro, ele (o monstro) já deixou pelo caminho...

e avisados estamos.

(e o primeiro que me vier com a imbecil desculpa da idade, eu mando às favas. ou o cara é homem para assumir todas suas atitudes, ou ele que não coloque o pé para fora de casa). 

e o santos, que tanto me alegrou durante o ano, causa em mim a maior vergonha alheia dos últimos tempos.

ítalo. 

domingo, 19 de setembro de 2010

fla x flu é fla x flu

1. o clássico que, segundo nelson rodrigues, já existia antes da criação do universo. 

2. empatar em 3x3 é muito melhor do que o insosso 0x0.
até perder de 4x3 é melhor do que 0x0.

3. gritei gol com muita força. três vezes. porque isso é tão raro nesse campeonato, que é bom aproveitar.

4. o fla cansa fácil. mesmo fazendo 3x2, imaginei que fosse tomar a virada. pela deficiência de ataque e de defesa do flu, quase marcou o quarto, assim como o tricolor.

5. foi um bom clássico. excelente? achei que não. repleto de erros, de falhas das duas equipes. mas de belos lances, como o gol de renato (fla) e o de rodriguinho (flu). 

6. parabenizando a boa fase do flu (que já foi melhor, certo, mas que pode melhorar, pelo elenco que tem), a entrevista da vez é com o tricolor-pó-de-arroz ronaldo corrêa (torcedor também do américa de joinville, grande rival do caxias em décadas passadas, time pelo qual meu avô jogou por uma década).
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Pra que time você torce? E como começou essa paixão?

R: Torço para dois times de futebol, América de Joinville e Fluminense do Rio de Janeiro. Aprendi a gostar do América desde pequeno e naturalmente esta paixão foi aumentando na medida em que ia crescendo. O mais estranho é que eu morava pertinho do Ernesto Schlemm, casa do Caxias, na outra quadra um dos vizinhos era o sempre ídolo Fontan, meia do alvinegro. Da minha turma de amigos, que dava um time de futebol, apenas eu era americano (marrento desde cedo...).
No caso do Flu também foi muito estranho. Tinha dois irmãos mais velhos que gostavam da equipe carioca. Esta “paixão” surgiu por acaso e de maneira insólita: meus irmãos assistiam a Flu x Corinthians na TV em 1973, o timão ganhou de 3 a 1 no Maracanã, com um golaço de Rivelino, e meus manos estavam chateados...Simpatizei com o tricolor das Laranjeiras e para dar uma força a eles me subverti ao ‘pó de arroz’. Aí fui saber da origem do time e como era grande sua participação na afirmação do futebol no Brasil, e resolvi que seria aquela equipe para a qual torceria...
Este período coincidiu mais ou menos com o fim de atividades do América e Caxias para a fusão que deu origem ao JEC. Esta paixão foi então derivando para o JEC, mas confesso que não se manteve no mesmo nível. Foi um namoro que durou algum tempo, mas não chegou a contagiar. Claro que por gostar de futebol, fico feliz quando o JEC vai bem, mas gosto mesmo é do América e do Fluzão.

Para você, o que é torcer para o Fluminense?

R: Vejo no Fluzão uma equipe de brios e índole, com uma personalidade e história íntegras, é algo com o que me identifico muito. Torcer para o Flu é dar vazão a alguns sentimentos que me são importantes, como idoneidade e a alegria e prazer em se fazer o que se gosta. O Flu me passa esta sensação de que se faz futebol por gostar, de maneira altruísta... Não me lembro de ter visto os tricolores se desesperarem por perda de título. Sou assim, acredito que “sempre há o dia seguinte” com novas chances de conquista.

E o que é torcer, de modo geral?

R: Nunca fui e não sou fanático por futebol. Ia aos estádios para torcer, evidentemente, mas nunca me estressei com resultados. Jogar futebol com os amigos ou torcer na TV ou nos estádios sempre foi uma terapia. Torcer para o Fluzão pra mim é algo normal, sem deixar que a paixão supere a razão, com limites e tranquilidade. Sinceramente não sei o que se ganha com tanto estresse, brigas, confusão, se isto é paixão verdadeira. Quando leio, vejo e ouço declarações de torcedores respeito esta maneira de exprimirem a “paixão” deles com seus times, mas sinceramente não entendo. Sou frio neste aspecto: não é o time para o qual torço que paga minhas contas ou garante comida na minha casa. Tenho o futebol apenas como mais uma das coisas que gosto...

Qual o jogo que não sai da sua memória?

R: Como disse não sou torcedor de guardar registros, há muitos jogos que gostei... Mas vou ficar com o primeiro que assisti, no dia 21 de outubro de 1973, em que o Timão ganhou no Maracanã por 3 a 1. Mesmo com a derrota, foi ali que tudo começou.

E uma derrota impossível de esquecer?

R: A derrota impossível de esquecer é sempre a última, novamente para o Corinthians, por 2 a 1. Mas como disse antes, esta já passou, hoje e amanhã são outros dias.

Qual a melhor equipe que você viu jogar?

R: O JEC dos seus primeiros anos com o técnico Alcino Simas e depois na década de 80, sob a presidência de Waldomiro Schützler. Time corajoso, não tinha medo de tomar gol, jogava sempre para frente.

Quem foi ou é o maior jogador que você viu jogar?

R: Ah, são muitos, sem dúvida, num país como o Brasil. Como talento, evidentemente o Pelé que foi fora de série... Mas como gosto do futebol alegre, vou ficar com aquele jogador que em minha opinião sempre demonstrou o que eu acredito no futebol: Fio Maravilha – Que Jorge Bem expressou e tornou imortal.

Já assistiu a jogos ao vivo nos estádios? Qual a emoção? Quer contar sobre algum que tenha sido especial?

R: Já assisti a alguns jogos ao vivo no Maracanã, Morumbi, Couto Pereira, mas sou ruim de memória. Mas tem dois que me emocionaram: o jogo amistoso de estreia do JEC contra o Vasco da Gama, no Ernesto Schlemm Sobrinho, em que estávamos na arquibancada metálica feita às pressas para que o time pudesse disputar o campeonato brasileiro... Aquele dia, quando os parafusos da metálica ainda estavam se ajustando, a arquibancada literalmente tremeu. Não esquecerei jamais a euforia da galera... O outro também no Ernestão, um domingo à tarde, o JEC recebia o temível Inter de Porto Alegre com Batista e companhia limitada pelo brasileiro... O JEC venceu bem e lembro Lico, arrancando da entrada da grande área do tricolor foi levando todo mundo e fazendo o gol mais bonito do dia, chamada no Gol do Fantástico. Naquela época os jogadores do JEC apareciam sempre nos melhores da rodada em várias posições.

Pra você, contra quem é hoje a maior rivalidade do seu time? E por quê?

R: Penso que a maior rivalidade sempre vai ser com o Fla. Mas no momento atual, em um campeonato que ainda tem muitos jogos e é muito equilibrado, o maior rival é o Timão, Inter, Botafogo, por estarem nas primeiras posições na tabela. Não acho que o time atual do Flu é o melhor do campeonato, mas não vejo equipes que se sobressaem também.

O que você costuma ler sobre esporte, sobre futebol, sobre seu time?

R: Quando tempo permite, de maneira muito rápida e pontual o noticiário diário.

Deixe uma frase de (d)efeito, aí...

R: Assim como no sexo, jogo disputado no tempo normal é bom. Mas com preliminar e prorrogação o prazer pode ser bem melhor.

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ítalo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

eu torço, sim

pelos rivais do flamengo. comigo não tem mais essa de odiar clube e de torcer com todas as minhas forças contra algum time. não mais. claro que a rivalidade é legal, torna mais assistíveis os jogos, é boa para brincar com os outros e tudo o mais. é claro que sim. mas são poucos os exemplos de rivalidade levadas numa boa por aí. e não precisamos entrar no discurso das violências entre torcidas, do respeito ao torcedor adversário e blábláblá. (o maior exemplo de burrice em termos de torcida é essa rivalidade que criam entre brasil e argentina. algo criado midiaticamente, e que entra na cabeça das pessoas de uma forma que torna aquilo algo de vida ou morte. inclusive há quem se ache o último che guevara da revolução futebolística torcendo declaradamente pela argentina. ora, vá torcer pelo chile, que não dá ibope, quero ver, quero ver). 

eu torci para que o botafogo vencesse o são paulo. e gostei muito da vitória também do fogo contra o santos. assim como tenho gostado de ver o fluminense colocando medo nos adversários (por mais que eu acredite que o fluzão não vai se segurar lá na ponta. mas o que eu acredito não significa nada além de uma crença furadérrima). não acredito que vá se manter, mas torço para que se mantenha. prefiro ver flu ou bota vencerem este nacional, a ver corinthians ou cruzeiro, por exemplo. prefiro. mas gosto de ver também o cruzeiro jogando bem e vencendo bem. assim como gostei muito do inter ganhando outra vez a américa. (é claro que não torço loucamente como torço pelo flamengo. não converso com a televisão, não oriento jogadores a esmo, muito menos me sinto sem chão diante de alguma derrota traumática. longe de tudo isso. torcer pelo fla, pra mim, é diferente de tudo. é momento sagrado. mas nada que me impeça de torcer, de modo diferente, por outros times em outras situações).

e me pergunto qual é o problema em ver o outro time ganhar campeonatos e afins? o problema, meus caros, chama-se inveja. deve doer muito, mas muito mesmo, o cotovelo de muitos torcedores por aí ao verem que o torcedor de outro time comemora vitórias também. há quem veja nisto algo louvável, o ato de torcer contra, de não querer jamais ver a alegria no outro pela vitória. por increça que parível, há quem ache isto louvável. assim como há quem acredite que seu time vá ganhar sempre, ou que nunca será rebaixado. há quem acredite mesmo em coelhinhos da páscoa futebolísticos.

eu prefiro comemorar muito quando meu time ganha. mas comemorar mesmo. comemorar comigo mesmo e para mim mesmo. fodam-se os outros e seus discursos invejosos e depreciadores. comemoro com a consciência de que naquele momento meu time é, ou foi, o melhor, e de que amanhã outro time vencerá. e depois poderá ser meu time novamente. e que não há problema nenhum em se sentir super tranquilo vendo que o cara ao seu lado está vivendo o momento dele de gritar de alegria é campeão.

ítalo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

é pra rir, não pra chorar


futebol é pra isso. pra rir. não pra chorar.

de um lado, o líder do brasileiro até o momento não consegue passar duas semanas sem uma briguinha interna. agora, fred reclama do médico, que rebate fred, que rebate, com deco, o presidente do corinthians, andrés sanches, que é metido e fala sempre o que não deve, e que continua falando porque tem uns fred's da vida dando ouvidos a ele.

de outro lado, o atual campeão brasileiro vive uma má fase danada, mas o seu torcedor ao menos tem motivos de sobra para sorrir. pois não há outra reação ao se ler o que disse o grande (entendam aqui a palavra grande como quiserem) atacante val baiano:

- não gosto de macumba. se fosse do bem seria boacumba. 

e assim vamos, não é mesmo? pra que se desesperar com tão pouco? ainda bem que temos esses queridos jogadores para nos lembrarem que o futebol não deve ser levado a sério.

ítalo.

domingo, 5 de setembro de 2010

futebol vive de fases: fim do primeiro turno.

o futebol não pode e não deve ser levado a sério simplesmente porque ele não é lógico.


campeonato de pontos corridos é campeonato de fases. 

eu falava, na arrancada do flu, que não ia disparar. que pode ser campeão, liderar até o fim, mas não ia disparar. derrapou e pode derrapar mais. sinal de alerta ligado. (e eu continuo procurando um tricolor para fazer uma entrevista. mas tá mais fácil achar um torcedor do íbis).

a fase do corinthians é boa. pode acabar como líder do turno. mas terminar como líder de turno não significa nada. ou mantém o pique, ou dança. 

o cruzeiro é sempre time que chega. mas que quase nunca ganha. basta ver que só ganhou brasileiro em 03, mas que nos últimos anos sempre esteve entre os classificados pra libertadores.

santos e inter já estão na libertadores do ano que vem. o clube praiano tá desfalcado. de timaço, virou mediano. mas o futebol tá nivelado por baixo. pode ser que chegue. já o colorado tem ótimo elenco, e vive ótima fase. ou seja, tudo a favor. pode, sim, vencer o campeonato ainda.

a fase de botafogo e vasco é no mínimo boa. pode não ser ótima, mas está longe de ser a ruindade que já foi. pra mim, não tem elenco pra muita coisa, e logo os ventos mudam... mas cair, não caem, acho. e, com santos e inter na parte de cima, abrindo para o 5° e o 6° possíveis vagas na liberta, podem beliscar, sim.

a fase do fla é muito ruim. dezenove jogos, catorze gols feito e quinze sofridos. o pior ataque e a melhor defesa (junto com o ceará). não há nada pior do 0x0 e 1x0 ou 0x1. é muito melhor perder umas três seguidas de goleada, do que ficar nesse "não fode e não sai de cima". meio termo no futebol é brochante. 

a fase do sampa é ruim, mas um ruim nenhum pouco comparado à do galo, por exemplo. tem um time que pode não ser tudo aquilo, mas que tá longe de ser horrível. é fase de mudança no tricolor paulista. logo volta a ganhar algo e tudo o mais.

a fase do palmeiras é ruim também, muito ruim. não inspira a mínima confiança e ainda é capaz de perder, em casa, por 3x2 depois de estar vencendo por 2x0. nada mais revoltante. 

grêmio e atlético-mg têm elenco para não cair. mas quando a fase é ruim, meu amigo... 

guarani, atlético-pr e ceará tem times sofríveis. e estão no meio da tabela. e o vitória, finalista da copa do brasil, tá beirando o z-4. vai explicar...

o avaí, que tava quase na liberta há cinco rodadas, fez um ponto só nessas cinco, e agora já tá na metade de baixo da tabela. fases, fases.

prudente, atlético-go e goiás eu torço para que caiam. jamais farão falta. ponto.

.1 em 07, o fla saiu da lanterna para chegar em terceiro. em 09, saiu de 14° para ser campeão. tudo graças às derrapagens dos outros clubes. ou seja, o futebol brasileiro vem nivelado para baixo há muito tempo. só não vê quem não quer. não existe time ótimo. e, quando existe, em seis meses já está desmanchado. jogos sofríveis. campeonato sofrível.

.2 e, para fechar: há algo mais idiota do que colocar para tocar o hino nacional antes de todo jogo de futebol? já não basta nos sofríveis jogos da seleção brasileira? por que não colocam os hinos dos clube mandantes, pro torcedor cantar junto?

a mim, resta a crença como torcedor:
turno novo, vida nova.

italo.

herói


sinto-me um herói. assistir a um jogo do flamengo nos últimos dois meses é um ato heróico, sim. 

ítalo.