quinta-feira, 29 de julho de 2010

não é

e futebol não é coisa séria, ok? futebol não pode ser coisa séria. futebol é molecagem. futebol é brincar com uma bola. é enfeitar quando não se deve, sim. é fazer o que ninguém faz. futebol é o espaço da ludicidade, por mais que os fatos mintam este dizer. futebol deveria ser ludicidade, então. futebol tem que ser um pênalti batido assim: 


e outro batido assim:


futebol é essa defesa que fez o goleiro do vitória. não foi neymar quem perdeu. foi o lee quem defendeu. é preciso olhar com outros olhos. é preciso lembrar zidane e loco abreu, que acertaram o que neymar errou. e é preciso perceber que agora, se os goleiros forem mesmo espertos, não sairão que nem bobões para qualquer lado. 

o futebol só ganha com isso. e o futebol precisa de mais neymar's, sim. e de menos times como o do são paulo e de menos técnicos como muryci ramalho. o futebol precisa de mais santos.

ítalo.

dispensáveis

locutores e comentaristas de futebol pela televisão são totalmente dispensáveis. o telespectador - exceto quem é desprovido do sentido da visão - sabe acompanhar com seus próprios olhos o que acontece em campo, e sabe também, por increça que parível, construir suas próprias análises sobre o jogo e sobre os times. se estarão certas ou não, isso é problema de cada telespectador. e, além do mais, essa ideia de que existe uma análise correta para isto ou para aquilo já morreu faz tempo. que cada torcedor tenha a liberdade de ver e de analisar o jogo da forma que melhor lhe convier. o que de fato se torna dispensável é esse bando de engravatados falando abobrinhas durante noventa minutos. e até a turma da rádio tá um porre. assistir na tv sem volume com o rádio ligado já foi melhor, bem melhor. (bom, ao menos ouvir tanta abobrinha serve para dar risada e não levar nada a sério mesmo). por fim, então, que continuem lá os palhaços de plantão, alegrando as tardes e noites dos torcedores.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

comemorando

hoje o ópio do povo completa um ano. no dia 26 de julho de 2009 o flamengo ganhava do santos na vila belmiro, o andrade estreiava no comando técnico do time que viria a ser campeão brasileiro, e o obina fazia três gols pelo palmeiras contra o corinthians. um ano depois, o fla acabou de perder pro muito bom time do inter e o obina... gente, cadê o obina?

mas o fato é que este despretensioso blog futebolístico completa seu primeiro ano de existência.

e, assim como fiz no um-sentir, lanço aqui a ideia de entrevistar gentes ligadas ao futebol. ou não. blogueiros, ou não. e essa ideia veio do blog do ricardo drago, com ótimas entrevistas com torcedores do país todo. e, começando esta série, entrevista com moni, já citada aqui no blog outras vezes, pela torcedora apaixonada que é. apaixonada pelo ato de torcer, acima de tudo. porque o futebol pede momentos extra-time, sim.

parabéns, ópio!
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Entrevista com Moni

Pra que time você torce? E como começou essa paixão?

Moni: Botafogo, o Glorioso, como já te escrevi uma vez, desde 1º de dezembro de 88, quando o Fogão perdeu pro Vasco... A cena da gandula botafoguense aos prantos me conquistou. Uma criança me deu uma aula sobre amor...

O que é torcer para o Botafogo?

Moni: É estar com o coração na boca a cada partida. É estar disposta às surpresas mais incríveis, é ceder ao imprevisível... Não tem essa de ser favorito ou de estar em desvantagem. Qualquer coisa – qualquer coisa mesmo – pode acontecer, sempre.

E o que é torcer?

Moni: É se dedicar a um amor muitas vezes altruísta. Amar, sem ser, algumas vezes, correspondido. É estar ali pelo prazer de ver o jogo, desejando, claro, a vitória, mas que se não ocorrer, no máximo um tanto de tristeza, mas nada de rupturas.

Qual o jogo que não sai da sua memória?

Moni: Do Bota, especificamente, a conquista do carioca desse ano ainda pulsa de felicidade! =D Mas lembro também de um Bota 2x1 Ceará aqui, no Castelão, não lembro se em 2006 ou 2007, que eu tive que ir com meu primo pro meio da torcida do Ceará, engolindo seco os gritos de gol, sob pena de voltar a pé pra casa...rs. Mas vencemos. É o que conta.

E uma derrota impossível de esquecer?

Moni: 08 de junho de 2002. Pro Vasco. Bem no dia do meu aniversário. Num bar com TV, claro. Coisa mais sem graça.

Qual a melhor equipe que você viu jogar?

Moni: É muito difícil dizer isso porque eu não sei datar bem as coisas... Recentemente, apesar de ter torcido pela Espanha na final da copa, foi bonita a garra da Holanda até o último minuto. Coisa que o Brasil jamais faria, rendem-se fácil. Odeio esse papo de “instabilidade emocional... Mas sempre me impressionam os jogos dos times europeus, o jogo limpo, a sintonia. Adoro ver os confrontos Barcelona x Real Madrid.

Quem foi ou é o maior jogador que você viu jogar?

Moni: Eu poderia falar um monte de lindos mundo a fora e seu futebol impecável, mas fico com o baixinho Romário, pra mim o melhor jogador brasileiro de todos os tempos. Aquele cara que resolve, sem média, sem firula. Faz e pronto.

Já assistiu a jogos ao vivo nos estádios? Qual a emoção?

Moni: Sim, sempre! Até que enfim vou falar do meu Ferrão! Vou a quase todos os jogos do Ferroviário, meu time do coração aqui no Ceará, que está – riam, mas não gargalhem – na 4ª divisão. Mas é amor, sabe? É impagável estar ali e tem que ser na arquibancada. Já ganhei camarote e não fiquei nem 15 minutos lá. Tem que gritar, pular, xingar o juiz, falar palavrão. É uma verdadeira terapia. É exorcismo. E quando há vitória, é orgasmático!

Pra você, contra quem é hoje a maior rivalidade do seu time? E por quê?

Moni: Do Bota? Ele próprio é sempre seu maior adversário. Cai nas armadilhas que cria. Inventa quando é hora de praticar o bê-a-bá. Mas fora isso, pela potência, pela história e pela rivalidade, o Fla é sempre a pedra na chuteira...

Pra qual time você daria menção honrosa? Assim, um time que você admira por algum motivo qualquer?

Moni: Fluminense. Tenho uma simpatia gratuita além de ser o time do Chico Buarque...rs

E um time que você jogaria no lixo com todo o prazer?

Moni: O Curíntia. Não suporto e pronto. Nossos orixás não se batem. Ese quiser fora daqui também, joga a Argentina e o Maradona no mesmo buraco. #prontofalei (ai como é bom).

O que você costuma ler sobre esporte, sobre futebol, sobre seu time?

Moni: Acompanho o “Ópio do Povo”, pra ver o que diz o Ita...rs. Dou meus pitacos aqui e acolá. Mas além disso, vejo os canais de esporte na internet, acompanho a tabela dos campeonatos, mas não faço torcidas matemáticas. Quando não é jogo do Bota, vou pela simpatia mesmo. Vejo o portal do Bota sempre, sempre, quando tem um jornal dando sopa, leio também. Pelo menos comigo não cola essa de que não dá pra falar de futebol com mulher ;)
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ítalo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

outras formas de se acompanhar futebol

tenho vivido experiências diferentes ao acompanhar jogos de futebol. nem sempre dá para sentar no sofá, abrir a latinha de cerveja, beliscar um amendoizinho e acompanhar tudo assim, "de perto". então, resta-me buscar outros meios. e é o que tenho feito.
o rádio já é minha companhia há muito tempo. hoje em dia tenho acesso aos canais pagos para assistir aos jogos. quando mais novo, não tinha, não. não tinha nem internet. era tudo na base do rádio mesmo. tinha um de nove faixas que meu pai deixara comigo, porque ele morava na praia, e lá pegava melhor rádio de até duas faixas. no meio da cidade, como eu ainda moro, só rádio das antigas mesmo. e era assim que eu me virava. puta sofrimento! acompanhar jogos pelo rádio pra mim é isso. sofrer em demasia. ô agonia! mas eu nunca abri mão! quando mais novo até campeonato estadual, jogo do tipo grande x pequeno eu ouvia pelo rádio quando não passava na tv aberta. hoje em dia eu assisto a essas peladas horrorosas. não sei se saio ganhando com isso...
mas agora nessa onda virtual há outras maneiras de acompanhar os jogos. quando não rola no rádio, recorro aos portais na internet que passam em tempo real, e sintonizo as rádios pela internet também. fica prático. o sinal às vezes trava, ok, mas é o que resta. e nessa parada virtual há um novo advento agora, o twitter. é algo ainda completamente maluco, para mim, acompanhar jogos de futebol pelo twitter. é surreal, eu diria. confesso não conseguir acompanhar os jogos do fla, não. para isso, rádio, quando não dá na tv. preciso de concentração para torcer. e o twitter é tudo, menos concentração. claro que depende de quem você segue e tudo o mais. mas, ligado a futebol como sou, sigo muitos jornalistas esportivos e pessoas que sei que atualizam em tempo suuuper real quase todas as partidas que acontecem no país. é uma loucura. a cada minuto a descrições de lances. você acaba acompanhando todos os jogos que ocorrem no mesmo horário. como se você tivesse uma tela dividida em quatro ou oito partes, e olhos para ver tudo ao mesmo tempo. vai dizer que isso não é surreal? é como se você fosse cego e estivesse num estádio cheio, com várias pessoas lhe contando os lances assim que eles estão acontecendo.

é piração. mas é legal. acho muito legal pensarmos em como acompanhávamos jogos antigamente e como podemos acompanhar agora. nada daquela chatice de isso é melhor do que isso. são apenas maneiras diferentes. consequência das mudanças mundanas que nos envolvem diariamente. o futebol não perde a graça assim, não. pelo contrário, ganha em originalidade e graça. em trocas. mas é preciso saber fazer uso disso. pois da mesma forma que num estádio você encontra aquele sujeito super simpático que lhe parabeniza pela vitória do time rival e aquele babaca que parte para agressão, assim também é no twitter, por exemplo. é preciso escolher bem a dedo quem seguir e como acompanhar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

questão de identidade visual

sábado e domingo eu me assustei ao acompanhar dois jogos do brasileirão.

o que era o uniforme do atlético-pr no jogo contra o vasco?
eu acho que se eu fosse vascaíno eu acharia brochante ganhar de um time que é rubro-negro mas que veste branco sem nada de rubro-negro num jogo. deve ser legal prum vascaíno ganhar de times como atlético-pr e vitória, por exemplo, pela rivalidade com o rubro-negro do flamengo. eu acharia super massa, se vascaíno fosse. por isso mesmo, achei brochante o uniforme do atlético-pr. vejam ali nos gols do jogo. 
repito: o que era o uniforme do atlético-pr?


aí, no domingo, eu tive uma verdadeira crise existencial de torcedor! tipo eu tenho nos jogos atlético-pr x fla e vitória x fla. essa coisa de jogar contra outro time rubro-negro é uma confusão só pra mim!  domingo parecia que era flamengo x são paulo, pelos uniformes. se eu tivesse vendo esse jogo mais a distância, sem volume e tal, que não pudesse distinguir bem os uniformes, já era, torceria pelo time contrário!


p.s.: como canta o robertão: detalhes tão pequenos de nós dois... 
afinal, o que é o uniforme senão um mero detalhe numa partida de futebol?

ítalo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

*Bruno e Eliza Bruno e Eliza

Bruno nasceu pobre. Vida complicada. A mãe tornou-se uma ausência. O futebol lhe deu fama, dinheiro, prestígio, festas, mulheres.

Eliza nasceu pobre. Vida complicada. A família era uma inexistência. Tinha um corpo saudável e pronto para ser usado. As boas relações lhe colocaram dentro do festivo mundo dos jogadores de futebol.

*Bruno nasceu pobre. Vida complicada. Sem pai. Mãe só de vez em quando. Catador de papel. Às vezes servente de pedreiro. Gasta o que ganha aumentando o barraco na invasão, mas também com festas e mulheres.

*Eliza nasceu pobre. Vida complicada. Abandonos desde sempre. Sempre teve um corpo saudável. Foi obrigada a usá-lo. As más relações a jogaram na esquina.

Eliza conheceu Bruno numa festa. Viu nele grandes possibilidades.

*Eliza conheceu Bruno na rua. Ele a convidou para ir até a sua casa. Não tinha dinheiro para o motel. A princípio nada viu nele.

Eliza tratou bem Bruno. Ele voltou e voltou e voltou. Estavam quase íntimos. Ela estava feliz.

*Eliza tratou bem Bruno. Ele voltou e voltou e voltou. Bruno disse que viver sozinho não era bom. Perguntou se ela não queria ficar por ali. Só teria que deixar a vida. Teria que catar papelão com ele. Estavam quase íntimos. Ela estava feliz.

Bruno bêbado. Eliza no período fértil.

*Bruno bêbado. Eliza no período fértil.

Eliza e o filho. Futuro certo. Bruno não gostou nada da ideia. Teria que resolver essa situação de um jeito ou de outro.

*Eliza e o filho. Futuro? Bruno não quis nem saber. Ela que fez, ela que criasse.

Eliza insiste. Ameaçou com polícia, justiça imprensa, escândalo. Usou todas as armas que tinha a disposição. Era o seu futuro em jogo.

*Eliza insiste. Parte para cima de Bruno. Apanha. Se cala.

Eliza insiste mais. Bruno se desespera. Chama o amigo, o amigo do amigo, um conhecido do amigo do amigo para dar um jeito na chata. Bruno não quer mais incomodação.

*Eliza desiste. Volta pra rua. Entrega o filho para doação. Depois de muito tempo, Bruno ainda se desespera com a gozação dos conhecidos. “Vou lá pegar a gostosa da tua mulher” ouviu de um. Teria que resolver essa situação.

Matam Eliza. O caso vai parar nos jornais, na TV. A mídia tem mais algumas semanas de alimento seguro. São horas debatendo, opinando, tornando a morte de Eliza um espetáculo. Show completo, com grandes reviravoltas, depoimentos surpreendentes. Bruno é preso. O espetáculo continua, ganha o noticiário do mundo. Todos comentam, alguns se compadecem de Eliza, de sua tentativa de futuro que não deu certo.

*Bruno mata Eliza na calçada. O crime ganha uma nota tímida num canto de página do jornal da cidade e é anunciado na TV com um texto de duas linhas.

O filho de Eliza iria ficar com o avô, mas este está respondendo um processo por estupro, então o menino foi destinado à avó. Uma religiosa neurótica. Talvez sobreviva.

*O filho de Eliza não é o que se pode chamar de criança linda. Ainda está no orfanato. Talvez sobreviva.
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crônica do rubens da cunha, publicada no jornal anotícia de hoje. link.
sem mais palavras.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

por outros olhares


alguém já parou pra pensar no que será dessa criança, suposta filha do bruno e agora sem mãe?


p.s.: para quem trata este caso com um olhar clubístico, meus pêsames.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

duas coisas

 saci-pererê

felipe e robben são dois craques. por que digo isso? porque craque, pra mim, é aquele jogador que desequilibra. é o cara que chama a responsa pra si e decide um jogo. um jogo importante, diga-se. felipe já fez muito isso. no vasco e no flamengo. lá nas arábias, não sei, não fiz questão de acompanhá-lo. agora, de volta ao vasco, pode fazer, pode desequilibrar, sim. ter um time um pouco mais reforçado pode ajudá-lo a se destacar, porque é limitado o time vascaíno, mesmo com ele e com o casalberto (este, por exemplo, pra mim não é craque nem nunca foi. no máximo, bom jogador. não me lembro de ele decidindo nada. pelo contrário). robben, este ano principalmente, foi decisivo para as conquistas do bayerm m. campeão da copa alemã e da liga alemã, e vice da liga dos campeões da europa. e tá ajudando a holanda nessa copa, agora finalista. porém, apesar de craques, são dois jogadores que eu denomino de saci-pererê. por quê? ora, são jogadores de uma perna só. daqueles para quem a perna direita serve só para subir no ônibus, aproveitando-me de um ditado popular. são jogadores, desculpem-me a pretensão, fáceis de serem marcados. eles vão sempre para o mesmo lado! vezemquando variam, ok, mas jamais arrematarão de direita, ou cruzarão. e, caso o façam, pode deixar chutar e cruzar que vai ser um fiasco! isso significa que deixam de ser craques? não. para mim, não, porque ainda assim são - ou souberam ser - decisivos. porém, são jogadores limitados, a meu ver. limitados a uma perna. se com uma só já fazem tudo isso, eu fico imaginando se soubessem jogar com as duas, como sabe - ou sabia, ok - o ronaldo, o fenômeno, e até o romário, em menor proporção. há quem diga, ainda, que melhor um jogador "de uma perna só" do que tantos cabeças-de-bagre que não são bons com nenhuma. claro que sim! mas isso não me faz mudar de ideia: são craques, mas limitados.

há coisas que só...

... acontecem ao botafogo, diz o deitado, tantas vezes utilizado por mim neste blog. agora, acompanhando um pouco essa copa do mundo, acrescendo ao deitado: e ao uruguai. reformulando-o: há coisas que só acontecem ao botafogo. e ao uruguai. porque é impressionante o que acontece em um simples jogo desta seleção! pra mim, é a melhor coisa dessa copa do mundo! dou graças ao uruguai pelos jogos que dele assisti nessa copa. desde o primeiro, um horrorendo jogo contra a frança. e, pasmem, aquele horrorendo time chegou às semifinais e botou pressão na holanda no final do jogo. e vai agora pra disputa de terceiro lugar contra a alemanha. e nos jogos do uruguai, como nos jogos do bota, eu não torço de início, não. eu vou mudando conforme o jogo. por exemplo, contra a holanda, terça, eu torci muito para que o uruguai empatasse depois de estar perdendo por 3x1. e quase conseguiu, bem na obra do acaso, do "bola pro alto e vâmo vê o que dá". bem ao estilo botafogo. botafogo e uruguai subvertem qualquer possível lógica no futebol. como não lembrar do botafogo x santa cruz desse ano, pela copa do brasil? e depois da maravilhosa conquista alvi-negra do carioca, da forma como foi? como não lembrar do que o uruguai fez em 1950, no brasil. como não lembrar do que o uruguai fez com gana nessa copa do mundo? botafogo e uruguai dão brilho ao futebol. a esse futebol de objetividade, de organização, de blá blá blá. botafogo e uruguai vão contra tudo isso. e encantam justamente por isso. pelo inexplicável que os acompanha. e eu escrevo isso, como flamenguista, sem inveja nenhuma. mas com admiração mesmo. com baita admiração. é impossível não torcer e não distorcer, numa mesma partida, para botafogo e uruguai.

ítalo.

sábado, 3 de julho de 2010

abraçados, que fica mais bonito

para brasil e argentina,
há gente que torce e distorce.

em homenagem às duas fiasquentas,
e a quem por elas torcem
- a favor ou contra -

uma música de um desinteressado,

e um desejo de boa viagem!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

algo de poema e de ironia

mas, porra, brasil,

eu contava com mais uma
tarde de terça-feira
de folga.

(não dá mais para confiar
em ninguém mesmo,
já dizia meu pai,
em 1982).

ítalo.