domingo, 17 de janeiro de 2010

o mundo é uma bola

não, é claro que o mundo não é uma bola, mas é como se fosse.
por mais que existam ões e ões de pessoas que não curtam esporte, a maioria esmagadora, no mundo, curte algum esporte que se utilize uma bola.
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o futebol é apenas um deles, e o que mais atrai adeptos.
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e, aqui, no brasil, foi nesse final de semana que a bola de futebol voltou a rolar pra valer. no mundo, já rolou antes, logo no começo do ano. aqui, tá em jogo a copinha, mas essa pouca gente acompanha e torce.
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o torcedor se engata mesmo é a partir dos campeonatos estaduais. o campeonato mais pé-no-saco que existe. o tipo de campeonato que só é bom pra time pequeno. se não ganhar, tá tranquilo, não se espera muito mesmo. se ganhar, óóó, uau, venceu um time grande, é a zebra do momento.
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é, também, o campeonato que só serve pra contundir jogador. e pra tornar herói um monte de pernas-de-pau.
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dizem alguns que os estaduais são o charme do futebol brasileiro. são, sim, a falência. um punhado de jogos inexpressivos. restam os clássicos, mas precisa tanto jogo porre pra se chegar a uma final com dois times grandes? por que, então, não fazem os estaduais mais curtos, pá e bola, só com os times que dão público mesmo, só com os clássicos, aí põe pra ferver mesmo, faz o ano começar na maior onda. agora, enfrentar tanta baba pra ganhar depois? já deu, né...
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não gosto. acompanho porque sou muito ligado ao futebol. tudo quanto é jogo tô acompanhando. mas que é um saco, é!
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enfim, é com esse tipo de campeonato que o ainda desorganizado calendário do futebol brasileiro dá as caras todo ano. é isso que temos que aturar. acompanhar uns vinte jogos e torcer mesmo só em uns quatro ou cinco. paciência. como somos torcedores, ou seja, movidos muito à paixão, acompanhamos, sem dúvida. não deixaremos de assistir, de comentar, de reclamar, de vibrar. o futebol nos proporciona isto. o inesperado dentro do que é esperado. ou o contrário.
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nos próximos dias vou escrevendo sobre os times. as mudanças de jogadores, as lenga-lengas de sempre. sobre uma surpresa ou outra nos estaduais. vai ter jogo que não acaba mais pra falar.
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ítalo.

2 comentários:

A Moni. disse...

Pois bem...bola em campo de novo...

Confesso, Ítalo. Eu gosto da cafonice do meu estadual. Parece coisa brejeira, de segunda, de quinta, sei lá. Campos muitas vezes mal tratados, jogadores que fora quem torce o meu time (da 4ªdivisão do brasileiro...hehe)ninguém nunca vai ouvir falar. E as narrações? São um "show" à parte. Os comentários nos programas de TV tb tão hilários. Todos agora querem ser o Tadeu Schmitd.

Mas fora isso, sinto-me em casa. É como se o seu amigo se tornasse um grande popstar e viesse fazer show na sua cidade. É feito festar de família. Na laje, até pode ser. Mas tem cara de festão, de confraternização, um sentimento que impresso na pele de torcedor.
E a gente ainda ri no final...

Abraços!

Í.ta** disse...

moni, é interessante teu comentário. claro que os estaduais devem existir, uma vez que significam, para muitos clubes, o único campeonato no ano todo, ou porta de entrada, torneio classificatório para outros campeonatos. e há todo o charme dos estaduais, os clássicos regionais, sem dúvida.
o que eu questiono é a exposição dos times grandes a esses torneios. se vc pensar nos times pequenos, eles se preparam por meses para o estadual. já os times das séries a e b do brasileiro ficam com apenas dez dias de pré-temporada, o que não significa nada na preparação do time.
daí minha indagação: pra que um monte de jogo chato de grande x pequeno? por que não colocam esses pequenos pra duelarem a partir de janeiro, e deixa os grandes entrarem na reta final, com maior tempo de preparação? apenas uma ideia...