domingo, 26 de dezembro de 2010

twitt fora do twitter #4



obviedade

clichê necessário: zico, com um braço enfaixado, seria o melhor jogador do campeonato brasileiro nos últimos anos. fácil.

p.s.: lembre-se do nível (sofrível) dos últimos campeonatos.

ítalo.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

faltaram critérios

e sobraram piadas.

(aqui você pode encontrar algumas).

sempre fui torcedor de que os títulos anteriores a 1971 fossem reconhecidos em suas devidas importâncias. 

mas a emenda saiu pior que o soneto.

faltam critérios para a unificação. tem time que agora contabiliza dois brasileiros num ano só. tem time que ganhou cinco brasileiros jogando ao total pouco mais de vinte partidas. têm times que ganharam o nacional jogando contra quatro times somente.

resumo da ópera:

a confederação demora pra tomar uma atitude, 
e quanto toma é essa porcariada que se criou.

distribuí títulos como quem distribuí panfletos.

e o pior é como diz o ditado:
pior não é quem faz isso. é quem acredita e passa a seguir a cagada feita.

p.s.: pra quem quiser entender a bagunça toda e emitir opinião:

aqui (site globo.com), 
aqui (josé ilan), 
aqui (rica perrone), 
aqui (paulo calçade), 
aqui (paulo vinícius coelho), 
aqui (mauro cezar pereira), 
aqui (emerson gonçalves)

ítalo.

eu me considero

campeão brasileiro de 1987.

porque no dia 13 de dezembro daquele ano meu pai me erguia ao alto para comemorar a então quarta conquista nacional do flamengo.

eu tinha seis meses.

hoje, com vinte e três anos, sou obrigado a ler que aquele título não é válido por conta da opinião emitida por uma federação de futebol. ou seja, por conta de uma decisão política.

e sabe qual é a minha reação?

nenhuma.

continuo olhando para a foto do meu pai me erguendo
e nós dois comemorando aquele título,

e sinto o quanto aquela cena é infinitamente maior do que qualquer decisão que já foi e que ainda será tomada a respeito daquele campeonato.

eu não dependo de reconhecimento de ninguém para saber o que posso considerar ou não.
muito menos das opiniões alheias.


ítalo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

final de ano é assim...

... no futebol.


especulações e especulações.


e haja saco!


por isso, e para isso,
tó aqui uma dica:



livro do veríssimo,
sobre futebol.


(para comprar, aqui)


vai-nos ajudar a ocupar o tempo 
e a nos desligarmos dessa lorota
de blábláblá que preenche o espaço
futebolísticos em jornais, portais
e ais, ais, ais.


ítalo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

a américa continua sendo vermelha. o mundo, não.


e para ser torcedor de futebol é preciso saber lidar muito bem com a vitória e com a derrota. ou seja, com o ato de zoar e o ato de ser zoado.

os gremistas "brigam" comigo porque gosto do internacional. 
os colorados "brigam" comigo porque gosto do grêmio.

e gosto mesmo. nutro pelos dois times grande simpatia. só.

vibrei muito com a conquista da américa pelo colorado. escrevi aqui sobre. e torcia pelo inter no mundial. até que vi o que acontecia lá naquele lado do mundo. a pateticidade do desempenho do time pelo qual eu realmente torcia neste campeonato. aí eu senti raiva. e pensei: bem feito! perderam feio, foi vexatório, e agora aguentem as consequências.

simples assim.

o que não faltou foram piadinhas sobre a derrota. algo absolutamente normal e esperado, pois se o contrário tivesse acontecido, seria o mesmo, piadinhas e mimimimi. e eu tuitei bem isso daqui, ó: "alô torcedor colorado, para de mimimi do tipo "nós chegamos lá". assim como quem ganha se diverte, quem perde sofre. é a lei do futebol :)"

eu realmente não gosto e não acho nenhum pouco coerente o discurso de quem perdeu: nós chegamos, vocês não. acho-o um despropósito. porque quando o seu time ganhou, você, torcedor, zoou geral. agora que perdeu, guarda tua conquista pra ti, e aceite a zoação dos demais.

eu fiquei bravo mesmo com a derrota do inter. porque eu realmente não esperava que tal comportamento patético do time pudesse acontecer.

mas o futebol nos surpreende quase que diariamente. deveríamos estar ligados a isso. aleás, deveriam os jogadores do inter estar ligados nisso.

o final de ano será azul, sim. queiram os colorados ou não. é a lei simples do futebol. ainda bem.

ítalo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

devolutiva

só leva uma réplica,
quem inicia uma conversa.

daniel alves saiu com mais uma das frases-inúteis-que-todo-jogador-de-futebol-diz:

"mourinho não inventou o futebol".

(fiquei me perguntando qual é o motivo pra essa dor de cotovelo que a frase do alves prenuncia - a mim prenuncia exatamente isto, dor de cotovelo).

mourinho, elegantemente sarcástico, como o considero, teve direito à réplica. e foi, para mim, genial:

"todos temos a aprender com as pessoas inteligentes. o que daniel alves disse, einstein não diria melhor. foi um português quem descobriu o seu país, mas não inventou o futebol. tem toda a razão, não inventei o futebol".

é como diz o velho deitado, sabiamente anunciado pelo profeta romário:
"pelé calado é um poeta".

ítalo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

eu torço contra

o goiás, hoje.

na cara dura. ou na face-rígida, como diz amiga minha.

torço contra o goiás e, consequentemente, a favor do grêmio (por tabela, a favor do flamengo também).

porque eu prefiro muito mais ver o grêmio na libertadores do que o goiás.
porque eu prefiro muito mais ver um time que somou mais de 60 pontos no brasileirão ganhar essa vaga na libertadores, do que um time que não somou 40.
porque eu prefiro muito mais ver um time bicampeão da américa, com tradição, com equipe forte, do que mais um time-de-mediano-pra-pequeno que em nada contribuirá na competição continental.

e, sim, porque eu torço pelos clubes brasileiros na libertadores. mas por aqueles que têm história, tradição e condição de me proporcionar alegria enquanto torcedor de futebol. 

sou muito preconceituoso nesse aspecto. mesmo. assumo e não me condeno por isso.

porque pra mim time mediano tem que ficar no seu devido lugar: estadual, copa do brasil e sulamericana.
principalmente quando este time mediano foi rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional.

e, ainda mais, porque eu nunca vou engolir mais essa mancha no futebol nacional e latino-americano: a sulamericana, um torneio fraquíssimo, raquítico, tirar a vaga do quarto colocado no chamado "campeonato mais difícil do mundo".

que o independiente faça valer toda sua tradição perante seu presente horrível. que ressurja das cinzas conquistando a sulameriquem?.

ítalo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

aqui se faz,

aqui se paga. 

ou:
a bola pune II.

os torcedores do fluminense, que sempre questionaram o título brasileiro do flamengo de 1987, agora se veem na mesma situação, querendo reconhecimento pelo título nacional que conquistaram em 1970, quando o campeonato ainda não era chamado de campeonato brasileiro, ou seja, não era organizado (e consequentemente reconhecido) pela cbf.

minha opinião, há muito tempo, é uma só:

palmeiras (1967), santos (1968), palmeiras (1969) e fluminense (1970) são, sim, campeões brasileiros. 

(a taça brasil, disputada de 1959 a 1968 corresponde ao que hoje é nossa copa do brasil. não pode ser considerada o campeonato brasileiro da época, porque reunia somente os campeões estaduais do país). 

dessa forma, pra mim flamengo, são paulo e palmeiras são hexa campeões nacionais. o santos é tri. e o flu, se confirmar o título hoje, será também tri.

é claro que a cbf não reconhece isso. e eu duvido que algum dia reconhecerá. o que eu acho ainda melhor. porque considerar a opinião da cbf para alguma coisa é no mínimo ser tapado.

ítalo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

pra chorar

bagunça,
teu lugar é aqui.

aqui no brasil.
país do futebol.
mas também
país da zona futebolística.

eu não sei se alguém consegue ler e assistir a uma matéria como essa e se sentir tranquilo. essa matéria que conta o que foi o dia de vendas de ingressos para o jogo do flu, o jogo que pode confirmar o título nacional para a equipe do rio.

isso me faz lembrar de mim mesmo, no dia 6 de dezembro do ano passado, quase duas horas na fila do lado de fora do maracanã para entrar para o jogo contra o grêmio. e eis que às 16h (o jogo começava às 17h) nos deparamos com o portão à nossa frente fechado. ninguém mais passaria por ali. e nós com os ingressos na mão. e olhávamos lá para dentro e víamos aquilo tudo tomado. e o desespero bateu forte. e saímos em disparada. correndo pelos arredores do estádio em busca de um portão aberto para que conseguíssemos entrar. e conseguimos. e parecia que não era real aquilo. aquele tanto de sofrimento por algo tão banal quanto passar um ingresso numa catraca. ao mesmo tempo que já tinha gente pulando as catracas e tudo o mais. e ao mesmo tempo em que muitas pessoas com ingresso na mão ficaram do lado de fora do jogo mais importante da história do clube nos últimos 17 anos. então que a primeira coisa que fizemos ao entrar no maraca foi chorar. porque não podia ser que tivéssemos vivido tudo aquilo. mas estávamos lá dentro. e pudemos acompanhar de perto aquela festa pela qual tanto sonhamos.

e hoje eu vejo esse desespero nos torcedores do flu, para comprar o ingresso para o decisivo jogo. e fico imaginando o que não sofrerão no dia do jogo para simplesmente assistirem à partida. e realmente me pergunto se isso está certo, e o que pode ser feito para que não seja mais assim. para que o torcedor seja realmente respeitado e para que uma simples operação de comprar ingresso e entrar no estádio seja realmente simples como deve ser. mas não é. e eu lamento dizer que eu não visualizo o dia em que isso será simples aqui para nós, meros cidadãos apaixonados por seus clubes.

para mim, não haverá copa do mundo capaz de dar jeito nisso.

p.s.: o torcedor tricolor, no calor da emoção, encerra a matéria dizendo que depois de tanto sofrimento é merecedor do título. isso fica bonito como discurso autoajuda. não mais que isso. é merecedor de ser campeão quem na última rodada alcançar mais pontos que os demais clubes. time nenhum ganha porque o torcedor sofreu para comprar ingresso ou para entrar no estádio. senão todos os clubes brasileiros deveriam ser campeões o ano todo.

ítalo.

pra rir


porque o futebol nos proporciona também isto,
risadas das boas.

p.s.: era uma ideia pras torcidas que vão ao estádio comemorar gols dos times adversários. corram pelas arquibancadas imitando o bandeirinha, o juiz, o quero-quero. o que for que seja. mas não comemorem gol do time adversário, não. isso é feio por demais. 

domingo, 28 de novembro de 2010

a bola pune,

diz o ditado.

algo que podemos comprovar, mais uma vez, este ano, no brasileirão.

em 2009, os torcedores corinthianos tripudiaram do rival são paulo ao verem o time "entregar" o jogo para o flamengo encaminhar o título.

título este que veio a acontecer na rodada seguinte contra o grêmio, que "entregava" o jogo para o fla apenas para tripudiar do rival inter.

o mesmo inter que em 2008 "entregou" o jogo para o são paulo, objetivando apenas evitar que seu rival grêmio pudesse alcançar o título, que de fato ficou com o são paulo. 

ainda em 2009 os rivais do flamengo no rio de janeiro menosprezaram a conquista do rubro-negro carioca alegando que ela apenas ocorrera em função das "entregas" de corinthians e grêmios.

agoooora...

o mesmo corinthians que "entregou" ano passado para prejudicar o são paulo, viu-se refém de são paulo e de palmeiras, que "entregaram" seus jogos para o fluminense, apenas para que o clube do rio se mantivesse à frente do time de parque são jorge e chegasse, então, na última rodada, com a mão na taça.

o mesmo torcedor do fluminense que ano passado pisara na conquista do flamengo, vê-se agora possivelmente conquistando o título da mesma maneira. 

aí vem a pergunta: uma conquista de nacional como esta merece realmente ser menosprezada pelas supostas "entregas"?

escrevi esta palavra entre aspas desde o começo porque ela não pode ser afirmativa. não há quem possa afirmar que existiram entregas nesses jogos. assim como ninguém pode afirmar que elas não aconteceram.

o que estes casos colocam em questão, a meu ver, é a fórmula de disputa do campeonato mais importante do país. ao invés de cairmos na burrice dos torcedores-cegos, que só têm olhos para o próprio time e que desejam a morte do time rival, precisamos parar e pensar na tal justiça que um campeonato de pontos corridos realmente apresenta. porque é este o argumento mais forte daqueles que defendem tal fórmula de disputa. que o campeão assim se torna por absoluta justiça, não mais existindo a tal da injustiça dos pontos corridos, que eu até agora procuro onde ela existe.

e a partir desses fatos eu passo também a questionar a tal justiça dos pontos corridos. porque o argumento de que todos os times se enfrentam em igualdade de condição cai por terra. porque nas cinco rodadas finais já tem muito time que joga para nada, que não vai cair nem luta por vaga nenhuma, e que, portanto, se não entrega o jogo para prejudicar algum rival, simplesmente joga sem motivação alguma, o que se torna apenas um eufemismo de entregar o jogo. 

não defendo simplesmente a volta do campeonato de turno único e os mata-matas. acho que aos poucos o calendário nacional vai adquirindo uma cara muito própria, que ainda pode ser melhorada, com certeza. o que eu realmente questiono são as vagas que ficam no "umbral", naquela zona morta, em que os times simplesmente jogam para nada. algo nesse sentido precisa ser feito. o campeonato argentino trabalha com médias de pontos de campeonatos de vários anos. é uma ideia. os times passariam a se preocupar não somente com o ano presente, mas com o ano anterior e com o ano futuro. algo nesse sentindo precisa ser pensado. que rumo dar àquelas vagas intermediárias? sulamericana? não tem resolvido em nada.

e digo que algo precisa ser feito porque isto não faz parte do futebol. o erro do juiz e do bandeirinha, infelizmente, fazem parte. porque humanos que são, estão sujeitos ao erro (por mais que a turma do contra veja manipulação e erro proposital e etc etc etc. o que não falta é gente pra sujar algo que já não está limpo). o que não faz parte do futebol é esse blábláblá de entrega x não-entrega. ele pode até existir, simplesmente porque isto é oferecido aos times. esta condição de penumbra a eles é oferecida.

e uma última ressalva: jamais se pode colocar em dúvida o título que é conquistado por uma equipe num campeonato de pontos corridos. o flamengo não tem nada a ver com a o jogo sem sal de corinthians e de grêmio em 2009. assim como o fluminense, se de fato for campeão na semana que vem - como eu torço para que seja - não tem nada a ver com a apatia de são paulo e de palmeiras. pode-se reclamar de muita coisa, mas não se pode, em hipótese alguma, questionar a legitimidade daquele que se consagra campeão (em nenhuma fórmula de disputa).

ítalo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

É teeeeeetra! É teeeeeeetra!

eu com meu mano luigi comemorando o segundo gol da final de hoje. saímos também num jornal aqui da cidade. vejam

o famoso grito do galvão na conquista do tetra da seleção brasileira na copa do mundo de 94 serve hoje para nós, jaraguaenses tetracampeões da liga nacional de futsal (05-07-08-10). um grito que ficou entalado no ano passado, após derrota, em casa, para a tradicional carlos barbosa, que dentro de jaraguá se tornava tetra. um grito que mistura êxtase com apreensão. um grito sufocado por uma lágrima, pelo medo de que talvez seja o último grito de "é campeão" desta torcida para este time. mas um grito. de quem é pela quarta vez campeão nacional de futsal.

foi uma festa linda. uma hora antes do jogo a arena já tinha dez mil presentes. gente sentada no chão. nos degraus. gente dividindo lugar. um erro estratégico de venda de ingressos, claro. um risco, com certeza. enfim, uma festa como nunca antes vista na arena jaraguá, que tantas finais já presenciou. justamente por isso há quem se impressione com tamanho sentimento e devoção por um título. o discurso do "ganha sempre, como se emocionar com isso?" impera ainda, infelizmente. ainda bem que os torcedores e o elenco todo mostram saber que cada jogo é um jogo, e que cada título é uma história única que não pode ser apagada por outras conquistas, muito menos apagar as anteriores.

em termos técnicos, o time da malwee era muito mais time. e fez prevalecer isso. não é preciso que se escreva muito sobre o jogo. vitória por 2x0, com os dois gols no primeiro tempo: valdin e leco. a malwee eliminou krona (melhor da primeira fase), carlos barbosa (quarta melhor) e agora copagril. sofreu, em seis jogos, sete gols contra estas fortíssimas equipes. marcou quinze. não perdeu nenhum jogo na reta final. ganhou todos na arena. sobrou em quadra, literalmente.

fui mais uma vez à arena. e já me sinto com saudades do que lá vivi. isto se de fato a empresa malwee deixar de investir neste time e ele se desfizer, como é o boato que circula nos meios de informação. esta semana parece que a empresa dará o parecer. mas os discursos dos jogadores são de adeus. a festa hoje me pareceu aquela festa que encerra de modo brilhante um projeto que elevou jaraguá do sul como potência no esporte. 

tudo o que começa, começa para um dia terminar. a gente nasce com a certeza de que vai morrer. assim devemos encarar um time de futebol, um relacionamento, um emprego, uma amizade. e o velho jargão "que seja eterno enquanto dure" deve valer cada vez mais. porque só nos cabe viver intensamente um time, um relacionamento, um emprego e uma amizade. a vida em si. sabendo que ao nosso redor são outras vidas tantas que circulam, e que merecem a mesma intensidade de vivência.

parabéns a nós, jaraguaenses, por mais esta conquista. por este projeto que ajudamos a tornar real e cada vez mais forte. e que continue a nos alegrar enquanto seja possível a todos.

ítalo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

o cotidiano que nos engole


o cotidiano é isso. é aquilo que nos engole sem que percebamos. é o que deixamos de ver por ser tão óbvio. por ser tão corriqueiro. é aquilo ao que nos acostumamos, e então achamos normal. é o erro do juiz e do bandeirinha por ser ser humano. é o corpo mole de um time porque é rival do outro. é uma sequência de títulos que cai na trivialidade.

é assim que tenho percebido com a malweefutsal - principalmente na cobertura jornalística feita aqui no sul do país, mais especificamente em santa catarina. 

é a sexta final seguida desta equipe na liga nacional de futsal (sem contar as outras sequências de títulos em outros campeonatos neste esporte). é o time de falcão, lenísio, tiago, neto e outros selecionáveis com frequência. ou seja, é o time da obrigação de chegar à final. ou seja, malwee na final? tá, e daí? para que comentar isso em nota de colunista de jornal? ou pra que fazer uma matéria ressaltando a competência do time em tal feito?

então o que acontece é este não-comentário. ou, o que é pior, é o comentário que deprecia uma sexta final seguida sob o argumento de que este super-time não faz mais do que a obrigação.

isto é uma falha gravíssima. em termos jornalísticos e em termos de observar a vida ao nosso redor. é a prova de que nos acostumamos com o que não devemos nos acostumar. 

parece-me o mesmo exemplo do time que abre 5x0 no primeiro tempo, mas que tira o pé no segundo tempo, em respeito ao adversário, ou porque cinco já está bom mesmo. 

não pode!

se 5x0 está bom, significa que nos acostumamos com pouco. 

se chegar a uma sexta final de campeonato brasileiro, seguidamente, cai no que é comum, e assim é tratado pelos meios de informação, então é porque olhamos torto e raso para aquilo que deve ser destacado.

a fala empolgada, nesta final, é para o time de marechal rondon (pr), que está na final pela primeira vez e que faz uma campanha brilhante e é um time encardido e tudo o mais. ótimo. louve-se este time que pela primeira vez chega a uma final. mas, mais do que isso, reconheça-se uma marca como a que a malweefutsal alcançou este ano (e que pode ficar ainda maior se vencer e for tetracampeã).

é uma inversão de valores que assusta.

mas em partes, somente.

pois não é miragem a brincadeira do: que sem graça, ganhamos de novo. 

uma simplória frase com teor humorístico que denota uma verdade muito maior.

ítalo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

enquanto um sobe...

o outro desce...
 
na minha terra de nascença, santa catarina,
há dois anos o avaí subia pra série a
e o figueirense descia pra série b.

esse ano, o figueira praticamente garantiu o acesso à a.
enquanto que o avaí praticamente garantiu o descenso à b.

aqui em natal, onde estou esta semana,
há algo assim também.

o américa de natal tá caindo da b pra c.
enquanto que seu rival, o abc, tá subindo da c pra b.

maravilhoso isso, não?

em 2008, o corinthians comemorava o título da série b,
enquando o rival são paulo era campeão da série a.

em 2009, o vasco comemorava a série b,
e via o rival flamengo ganhando a série a.

ah, futebol,
tu encantas pela alegria e pela tristeza.

ítalo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Malwee Futsal e o Futsal Brasileiro



Escrevi sobre a equipe de Futsal aqui de Jaraguá do Sul,
a Malwee Futsal.


E também um pouco sobre o Futsal Brasileiro.


A convite do Caetano, deste blog.


Aqui está o texto.


boa leitura,
Ítalo. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

twitt fora do twitter #1



para atravessar a rua é preciso ter confiança. para jogar sinuca é preciso ter ainda mais confiança. é preciso confiar no próprio taco.

ítalo.

mais twitts, aqui

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

da arte de fazer coisa feia


eu as considero horrorosas.

há quem veja nelas uma boniteza simbólica: representam uma época, uma história, blábláblá.


pra mim elas deveriam ser camisas decorativas. daquelas que são lançadas apenas para registrar alguma comemoração. e então ficar arquivadas. 

porque são feias demais.

são diferentes demais daquelas que marcam a história de cada time.


graças que as camisas evoluem, e que as de antigamente não existem mais. porém, ainda assim os times inventam de relançá-las, em modelos, pra mim, horrorosos.

não consigo gostar.
questão de gosto. algo muito pessoal.


p.s.: e o que vamos falar da nova chuteira do cristiano ronaldo?


ítalo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

de novo ele


esta é a sexta postagem sobre e para obina.

ele tem até link aqui no blog.

e não é a primeira vez que ele faz três gols em um clássico.
(veja aqui e aqui).

e sempre que ele rouba a cena,
eu fico feliz pra caramba.

porque ele é o jogador que me faz ter alegria em acompanhar futebol.

ainda.

ítalo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

palpitando traveis

vamos lá, tô sentindo falta daqueles palpites super furados que a gente vive arriscando por aí.

faltam oito rodadas. é hora de dar aquele chute para:

1. clássicos regionais no brasileirão:

corinthians x palmeiras (empate)
cruzeiro x atlético-mg (cru)
grêmio x internacional (grê)
vasco x flamengo (fla)

2. campeão:

fluminense

3. libertadores:

cruzeiro
fluminense
grêmio
palmeiras (via sulamericana)

4. rebaixados:

grêmio prudente
goiás
avaí
atlético-go

5. zona morta (não cai, não vai pra liberta, nem pra sulamericana)

guarani
vitória
atlético-mg

6. artilheiro:

jonas, grêmio.

7. craque:

montillo, cruzeiro.

8. revelação:

lucas, são paulo.

como eu sei que tenho uma mira horrível,
fico tranquilo :)

e vocês?

ítalo.

domingo, 17 de outubro de 2010

o campeonato continua salvo: obrigado, grêmio


se há três semanas eu agradecia ao inter por salvar o campeonato (aqui), com uma belíssima vitória sobre o então líder corinthians, no beira-rio, após esta rodada, a trigésima, meu agradecimento, como torcedor de futebol, vai para o grêmio, pela também belíssima vitória sobre o então líder cruzeiro (que continua líder, graças aos empates de fluminense e corinthians) por 2x1, de virada, no olímpico. o campeonato tá salvo. e tá mais embolado ainda, graças às vitórias da turma do meio (atlético-pr, grêmio e são paulo) e às vitórias dos times lá de baixo também (flamengo, atlético-mg, vitória e atlético-go). embolou em cima, no meio e embaixo. ganhamos, como torcedores, sem dúvida.

mas eu não prestei atenção somente a este jogo do grêmio hoje, não. por mais que fosse o jogo que mais me interessasse às 16h. tem um negócio muito legal pra quem é assinante do pfc, serviço dos canais sportv. num canal só eles passam quatro jogos simultaneamente. uma loucura mesmo. você ainda pode escolher o jogo de que quer ouvir a transmissão. e eu tenho feito isso aos domingos. é um barato! melhor ainda quando você assiste com mais alguém. aquelas frases comuns do tipo "defesaça" ou "olha o gol" precisam ser devidamente direcionadas para um jogo.

um divertimento e tanto para as tarde de futebol. melhor ainda quando não é o seu time jogando. aí, mesmo, a atenção se volta para oito times ao mesmo tempo. aconselho!

ítalo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

se perdendo cada vez mais


já se perdeu faz tempo o limite entre time e torcedor de futebol.

há quem acredite ainda no torcedor como sujeito pacífico que meramente torce por um time.
pior: há quem acredite em dirigentes e jogadores de futebol.

pra mim, a única coisa em que acreditar ainda cabe é nas histórias de cada clube

eu torço pelo flamengo, pela história do flamengo. não torço por qualquer time que o flamengo monte. muito menos faço do flamengo o objeto maior de minha vida. eu torço por um flamengo que criou uma história no futebol brasileiro que jamais será apagada. assim com tantos outros torcem por tantos times com tantas histórias que jamais se apagarão, mesmo que eles não mais existam.

cada vez mais eu busco preservar em mim, como torcedor, uma boa imagem do time pelo qual eu torço. porque minha desilusão com o futebol só cresce. e pelo que vejo, continuará a crescer. porque eu nunca vou aceitar imagens como esta. nunca. e não farei questão de continuar acompanhando nada disso.

hoje eu senti pena de quem realmente é corinthiano.

ítalo.

sábado, 9 de outubro de 2010

torcer como criança


Reparou na inocência 
Cruel das criancinhas 
Com seus comentários desconcertantes? 
Adivinham tudo 
E sabem que a vida é bela

(Cazuza, "Só as mães são felizes).

tenho levado meu irmão luigi, de sete anos, aos jogos da malwee aqui em jaraguá. não em todos. mas sempre que posso. uniformizados, lá vamos nós. é uma experiência que todos deveriam fazer. ir com crianças para jogos de futebol/futsal. desde que com a devida segurança entre torcidas. no futsal até existe uma rivalidade entre malwee jaraguá e krona joinville, por serem cidades vizinhas. mas eu ainda considero uma pseudo-rivalidade. não se pode levar a sério dois times de futsal ao ponto de criar uma grande rivalidade entre eles. por mais que a malwee tenha os ditos melhor jogador do mundo e melhor goleiro do mundo. por mais que a malwee esteja em sua décima semifinal seguida de liga futsal. por mais que a malwee tenha estado nas últimas cinco finais de liga, vencendo três e perdendo duas. e por mais que a krona tenha se fortalecido nos últimos cinco anos e tenha realizado excelente duelos contra a equipe jaraguaense. ou seja, são duas equipes das melhores do país. mas não quer dizer grande coisa. como não deveria ser grande coisa torcer para time nenhum. por isso que todos deveriam ir ao estádio com as crianças. porque elas de fato mostram para que serve o esporte. ou para que deveria servir. para puríssima diversão. porque a preocupação delas é com a pipoca, o algodão doce e o refrigerante. e elas são capazes de perceber quando um time está melhor do que o outro, mesmo que este time não seja aquele de quem elas vestem a camisa. e elas pouco se incomodam com isto. porque elas ainda não entraram na fase de desrespeitar e menosprezar o adversário acima de tudo. e tomara que nunca entrem mesmo. meu sonho é voltar a acompanhar o esporte como uma criança. 

ítalo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

um torcedor que morre aos poucos



tenho comigo que um dia eu deixarei de acompanhar futebol como hoje acompanho. tenho comigo que um dia deixarei de torcer da maneira como hoje torço. tenho comigo que isso é um processo natural de vivência. tenho comigo que é o melhor que eu posso esperar para mim. porque continuar sentindo o futebol, da forma como ele está sendo feito, não é bom presságio. 


vejo meu pai. o torcedor que ele me descreve que era na década de 70, quando o fla pouco ganhou (a fase mais fanática). o torcedor que ela era na década de 80, quando o fla ganhou tudo o que podia (ainda fanático, mas um pouco menos). o torcedor que ele era na década de 90, quando o fla meio que não ganhou e ganhou alguma coisa (que torcia às vezes por algo). e o torcedor que ele é nesses anos 00, em que pouco importa o que o flamengo ganha ou não. 

é muito bonito o discurso do torcedor que é apaixonado, fanático, que morre pelo time. é lindo isso. mas é doentio. tão doentio quanto uma crença fanática em termos de religião. tudo que abrange o fanatismo é doentio. 

no final dos anos 90 eu chorava pelo flamengo. no início dos anos 00 eu chorava pelo flamengo. em vitórias e em derrotas. hoje, eu não choro mais. nem por vitórias, nem por derrotas. naquela época, eu acompanhava o fla diariamente, em rádios, jornais, televisão e internet. hoje, ainda acompanho, mas pouco, muito pouco. continuo tendo dezenas de camisas, e tudo que envolve o clube: chaveiros, canecas, calendários. tudo mesmo. cd's e dvd's. mas é puro "toc" de colecionador. sou assim com livros e cd's e dvd's. 

minha torcida não extrapola mais o respeito. muito menos o bom senso. como torcedor, eu não tenho mais rivais. e sim pessoas que torcem por outros clubes, iguais a mim. como torcedor, eu dou as costas a quem tenta me ofender pelo simples fato de eu torcer por um time. porque pessoas assim não merecem sequer torcer pelos times que torcem.

há uma morte em mim como torcedor. uma morte que ocorre aos poucos. e da qual não fujo. porque é preciso. seria preciso que todos os torcedores morressem a cada dia enquanto torcedores de clubes. o mundo seria melhor, acreditem.

diz o hino do clube pelo qual eu torço que uma vez, sempre. é assim mesmo. mas é assim com todos os torcedores de todos os clubes. fica lindo enquanto teoria. torna-se uma furada enquanto prática. o que muda é a intensidade, que quanto mais diminuir, melhor. 

esse dia primeiro de outubro foi um dia de luto para mim. morreu um pouco do torcedor que ainda está aqui em mim. porque a gente precisa escolher caminhos que nos façam se sentir bem. e viver o futebol tão de perto assim não é o melhor deles, com certeza.  

p.s.: para tornar claro: o que mais me entristece não é a saída do zico em si. no meu modo de ver, ele fez certo. saiu para se defender de acusações que não paravam de chover contra ele. por pura politicagem. o que mais me entristece é a cegueira de tantos ao desconfiarem de uma pessoa que apenas queria fazer as coisas do modo correto dentro de um clube. um clube que não seria metade do que foi sem ele. isso é o que mais dói. e dói mesmo, tenham certeza. 

ítalo.