segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

a única coisa que tem me agradado no futebol é o barcelona

inclusive quando ele perde, o que mostra que até os melhores times perdem. porque isso é do futebol. o que não é do futebol é esse bando de times horrorosos sendo campeões simplesmente porque os adversários são ainda piores.
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Esmero e obsessão

Como Pep se tornou Guardiola

ALEXANDRE GONZALEZ

TRADUÇÃO SOPHIE BERNARD

ILUSTRAÇÃO MARCELO COMPARINI
 
RESUMO
Símbolo do Barcelona por uma década, Josep Guardiola pendurou as chuteiras em 2006 com o projeto de ser treinador. Ao contrário da maioria dos ex-jogadores que trilham esse caminho, foi estudar e buscar as lições de seus mentores. Propondo um futebol mais de razão que de resultados, Pep já conquistou 13 dos 16 títulos que disputou como técnico do Barça.

"Meu pai diz que preciso me reconverter. Pergunta o que quero fazer da vida. Não sei o que dizer; talvez que não vá fazer nada. Mas ele insiste, quer que eu me mexa, para não passar a imagem de preguiçoso. Mas, pai, talvez eu não faça nada mesmo da vida..."

Em 2 de agosto de 2006, Josep Guardiola deu uma de suas últimas entrevistas. Poucas semanas antes, ainda jogava no desconhecido Dorados de Sinaloa, time mexicano cujo nome soa mais como uma franquia de beisebol de segunda divisão do que como um clube de futebol profissional.

O fim de carreira do meia catalão não foi à sua altura e, em suas palavras, sua reconversão também não parece lá muito bem encaminhada. Mas, atrás do discurso depressivo, o que Guardiola não diz é que passou o verão em Madri. E que sabe exatamente para onde vai.
   

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ainda essa coisa chamada futebol

O futebol continua afastado de mim. Mim continua afastado do futebol. Relação recíproca ao ponto de me permitir tal abuso com a língua portuguesa. Porque existe quase que um ódio de mim para ele. Parece o término de uma relação, em que um sentimento contrário vem substituir o que existia, com uma carga emocional cruel e bem direcionada. O detalhe é que eu sinto isso, mas o futebol não sente nada para comigo. Assim me parece.
Sou um louco pelo futebol. Só que ao contrário. Quase uma esquizofrenia às avessas.
Aquilo que não te dá alegria te dá alergia, disse-me a Lílian Alcântara, fazendo referência ao futebol, e é bem assim que tem sido. E eu cheguei a acreditar que com o começo de um ano novo eu sentiria de maneira diferente isso de acompanhar tal esporte, um desejo de voltar a me encantar como outrora, de acompanhar com entusiasmo, sentindo vitórias e derrotas como devem ser sentidas, sem a indiferença que grudou em mim para a maior parte dos jogos durante um ano todo.
Ainda converso sobre o assunto, sobre jogos que estão acontecendo, sobre as chatíssimas contratações e especulações do momento. Mas me faço de desentendido, não aprofundo discussão, não emito grandes opiniões. Abracei o senso comum futebolístico como forma de repelir. E fiz uma promessa a mim mesmo de que não assistirei a nenhum jogo que seja de algum campeonato estadual, porque sadomasoquismo tem limite – por mais que não pareça. E é claro que como em toda promessa, recaídas acontecerão.
Escrever vezemquando sobre isto é uma forma que encontrei de terapiar a respeito, já que não me convém ocupar o precioso tempo semanal de terapia falando sobre futebol – seria dar muita moral a este ser (aqui já passo a tratá-lo como um ser, olha o grau da loucura) tão capaz de nos abstrair do mundo por breves ou longos noventa minutos. É um ópio, sem dúvida. É uma droga. Passado o efeito, cai-se na podre realidade que é este negócio movido a dinheiro e a conchavos políticos e blábláblá. Até o próximo jogzzzzzzzzzzzzz.
Um dia, de repente, eu volto a sentir prazer em assistir a times dos quais gosto muito. Até lá, continuarei curtindo meu alheamento esportivo, que nada tem a ver com o momento de um time ou de outro, e sim com o momento meu e do esporte de modo geral. É muita coisa ruim para dar atenção, muita coisa repetitiva da qual me enjoei. Aí tem isso de se afastar, ficar longe mesmo, e ressignificar mais pra frente. 
(publicado aqui).
ítalo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

o futebol



quando não dá alegria, dá alergia.

sábia frase da @LilianAlcantara endereçada a mim via twitter. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

voltando


é bem nítido meu afastamento futebolístico nos últimos meses. consequentemente, também aqui no blog. 

a mim é muito natural esse encantamento e desencantamento com o futebol. nem dou importância. deixo rolar.

o ano começou e o futebol profissional só na europa por enquanto. e é de lá que vem uma luz boa para atualizar este espaço. 

a volta de henry ao arsenal. a identificação de um jogador com um clube. e um gol nessa volta. 

a vida é bem melhor do que um filme. às vezes.

ítalo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

o melhor time que eu não vi jogar

depois do santos de pelé foi o flamengo de zico.

eu entendo meu pai não torcer mais pelo fla. depois do que ele viveu - muitos jogos no maraca - durante a década de 80, não dá pra torcer pelo que se vê hoje em dia.

eu vivi o hexa em pleno maracanã naquele dia 6 de dezembro de 09. mas não chega nem perto da emoção de ver em vídeo o que o flamengo fez com o liverpool no dia 13 de dezembro de 1981. (o time hexa campeão era tão ruim quanto os atuais campeões nacionais. não existe mais time bom no país. eu insistir nisso até surgir um outro santos de neymar, ganso e cia).

hoje são 30 anos de um título que marca um dos maiores times de futebol do brasil (ao lado do bota de garrincha, do inter de falcão e do sampa de telê santana - o santos de pelé é como o pelé, não entra em listas). se você não concorda com isso, azar o seu. você não entende nada de futebol.

o barcelona de hoje é o flamengo de 1981. e se você também não acredita nisso, vá assistir aos jogos de antigamente. vá ler a respeito. e não menospreze times como estes. são para a história.


ítalo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

haicai-quase-futebolístico



"Elegia Urbana


Rádios, Tevês.
Gooooooooooooooooooooooooooooolo!!!
(o domingo é um cachorro escondido debaixo da cama.)"


mário quintana

domingo, 4 de dezembro de 2011

hoje eu torço


pro corinthians ser campeão e eu comemorar com meu irmão mais novo.

pro vasco ser campeão e comprovar que é o time do ano (não tecnicamente, mas energicamente). e pro rio de janeiro ser tricampeão.

pro flamengo ir pra libertadores.

pro flamengo não ir pra libertadores (porque não é merecedor).

enfim,
independentemente do que acontecer, eu sei que vou ser muito feliz durante essas duas horas de últimas rodada.

inclusive mandando um vai tomar no cu a todos os pseudo-torcedores que veem o futebol como um álibi para a violência. que morram todos!

ítalo.